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Ciência e Tecnologia • 15:02h • 08 de maio de 2026

Estudo da Unesp sugere que lua de Netuno pode explicar inclinação de quase 30 graus do planeta

Pesquisa baseada em simulações aponta que Tritão teria influenciado lentamente o eixo de rotação de Netuno ao longo de milhões de anos

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Unesp | Foto: Divulgação

Mistério de Netuno pode estar ligado à maior lua do planeta, sugere estudo
Mistério de Netuno pode estar ligado à maior lua do planeta, sugere estudo

Um estudo conduzido por um pesquisador da Unesp propõe uma nova explicação para uma das características mais curiosas de Netuno: a inclinação de quase 30 graus do eixo de rotação do planeta. Segundo a pesquisa, o principal responsável por essa mudança pode ter sido Tritão, a maior lua de Netuno.

O trabalho foi desenvolvido por Rodney Gomes, docente da Faculdade de Engenharia e Ciências da Unesp, no câmpus de Guaratinguetá, e publicado na revista científica Icarus.

A partir de simulações astronômicas, o estudo sugere que a interação gravitacional entre Netuno e Tritão teria alterado gradualmente a posição do planeta ao longo de milhões de anos, até chegar à inclinação atual de cerca de 28º.

Fenômeno influencia até as estações planetárias

A inclinação do eixo de rotação é um fator importante para a dinâmica climática dos planetas. Na Terra, por exemplo, a inclinação de aproximadamente 23,5º é o que torna possíveis as estações do ano.

Os astrônomos acreditam que, no início do Sistema Solar, os planetas deveriam apresentar eixos mais próximos da posição vertical. No entanto, diversos corpos acabaram sofrendo alterações ao longo de bilhões de anos.


Netuno é um dos casos que ainda geram debate entre pesquisadores. Até então, uma das hipóteses mais discutidas envolvia grandes colisões ocorridas durante a formação do planeta. O novo estudo, porém, aponta para um processo mais lento e contínuo.

Lua teria sido “capturada” por Netuno

Segundo a pesquisa, Tritão possui uma origem diferente da maioria das luas do Sistema Solar. A hipótese mais aceita é que o satélite tenha se formado no cinturão de Kuiper, região distante repleta de corpos gelados além da órbita de Netuno.

Ao passar próximo do planeta, Tritão teria sido capturado pela força gravitacional de Netuno e permanecido em sua órbita. Essa captura teria provocado uma configuração orbital inicialmente instável. Com o passar do tempo, a interação gravitacional entre os dois corpos teria contribuído para alterar lentamente a orientação do eixo de rotação do planeta.

“A interação gravitacional do satélite faz com que o eixo de rotação mude. Mas, para que isso aconteça, o satélite deve estar no local certo, na hora certa”, explica Rodney Gomes no estudo.

Simulações reforçam nova hipótese

O trabalho utilizou modelos computacionais para reconstruir possíveis cenários envolvendo a evolução orbital de Tritão após sua captura gravitacional.

Os resultados indicam que o satélite poderia ter entrado em uma espécie de alinhamento gravitacional com Netuno, estabilizando sua órbita enquanto alterava gradualmente a inclinação do planeta.

A pesquisa ajuda a ampliar o entendimento sobre a formação e evolução dos gigantes gasosos do Sistema Solar, além de contribuir para estudos sobre dinâmica orbital e comportamento gravitacional entre planetas e luas.

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