Responsabilidade Social • 15:49h • 11 de março de 2026
Esporotricose avança entre gatos e preocupa saúde pública no Brasil
Doença transmissível para humanos cresce nas cidades e novas tecnologias começam a trazer esperança no tratamento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
Às vésperas do Dia Nacional dos Animais, celebrado no próximo sábado, 14 de março, veterinários e autoridades sanitárias chamam atenção para o avanço da esporotricose felina, uma doença causada por fungos do gênero Sporothrix que vem se espalhando rapidamente em áreas urbanas do país.
Além de atingir os gatos, a infecção preocupa porque também pode ser transmitida para humanos, principalmente por meio de mordidas, arranhões ou contato com secreções presentes nas feridas dos animais. Por esse motivo, especialistas já classificam a doença como um problema crescente de saúde pública nas cidades brasileiras.
Segundo o médico-veterinário e professor da Universidade Paulista (UNIP), Carlos Brunner, o avanço da doença está ligado ao surgimento de uma variante mais agressiva do fungo no Brasil, chamada Sporothrix brasiliensis, considerada altamente transmissível.
A doença costuma começar com pequenos nódulos na pele dos gatos, que evoluem para feridas abertas e ulceradas, muitas vezes espalhando-se pelo corpo. O tratamento geralmente envolve antifúngicos e pode durar de quatro a seis meses, o que aumenta os custos e dificulta o controle da doença, principalmente entre animais de rua.
Dados da COVISA, da cidade de São Paulo, mostram a dimensão do problema. Em 2024 foram registrados 3.368 casos de gatos infectados, um crescimento superior a 300% em relação a 2020.
O risco também se estende às pessoas que lidam diretamente com os animais. Profissionais que trabalham com resgate ou cuidado de gatos, por exemplo, podem contrair a infecção caso tenham contato com feridas contaminadas.
Diante desse cenário, pesquisadores brasileiros começam a testar novas alternativas de tratamento. Uma delas é o SPORO PULSE, tecnologia desenvolvida por cientistas brasileiros que utiliza pulsos elétricos controlados para destruir o fungo, preservando o tecido saudável do animal.
Para especialistas, ampliar o acesso ao tratamento, investir em controle populacional de gatos e aumentar a conscientização da população serão medidas essenciais para conter o avanço da doença no país.
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