Mundo • 11:44h • 29 de abril de 2026
Escritório físico volta ao radar das empresas mesmo com avanço do trabalho remoto
Queda no home office e mudança no comportamento de clientes e equipes reacendem demanda por espaços presenciais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da SemFronteiras Assessoria | Foto: Divulgação
Mesmo após a consolidação do trabalho remoto durante a pandemia, o escritório físico voltou ao centro das decisões de muitas empresas no Brasil. Dados da PNAD Contínua, do IBGE, mostram que o número de pessoas trabalhando de casa caiu por dois anos consecutivos, passando de mais de 6,7 milhões em 2022 para cerca de 6,6 milhões em 2024. Em termos proporcionais, a participação recuou de 8,4% para 7,9% dos trabalhadores.
O movimento coincide com a retomada gradual de atividades presenciais e modelos híbridos, além de uma mudança de comportamento tanto de empresas quanto de clientes, que voltam a valorizar o contato direto e a estrutura física como diferencial competitivo.
Retorno ao presencial impulsiona busca por novos escritórios
O impacto já é percebido no mercado imobiliário corporativo. Segundo Henrique Campelo, gerente comercial, marketing e relacionamento da Euro Incorporações, há aumento na procura por salas comerciais mais modernas, especialmente por empresas que reduziram operações físicas durante a pandemia e agora buscam reestruturar seus espaços.
Setores como advocacia, contabilidade, corretagem e serviços em geral aparecem entre os que mais voltam ao presencial. Além disso, áreas que nunca deixaram totalmente o atendimento físico, como saúde e alimentação, mantiveram a demanda ativa ao longo do período.
A busca atual não é apenas por um espaço, mas por ambientes mais adaptados à nova dinâmica de trabalho, com foco em conforto, funcionalidade e integração das equipes.
Presencial fortalece gestão e relacionamento com clientes
Para empresários, o retorno ao escritório está ligado também à necessidade de maior controle das operações e fortalecimento do vínculo com clientes. O advogado Itamar Goulart, por exemplo, decidiu investir em uma nova sede mesmo mantendo parte da equipe em modelo híbrido.
Segundo ele, cerca de 50% dos colaboradores ainda atuam entre home office e presencial, mas o espaço físico facilita o acompanhamento das atividades, melhora a integração do time e organiza a rotina de trabalho.
Outro ponto considerado estratégico é o contato presencial com clientes, visto como fator que transmite mais confiança e credibilidade, especialmente em áreas que exigem relacionamento direto.
Novo perfil de escritório acompanha mudança de comportamento
Os projetos atuais também refletem essa nova fase. Empreendimentos corporativos passaram a incluir diferenciais como áreas de descompressão, vestiários com chuveiros, varandas, espaços para gravação de conteúdo e ambientes mais flexíveis.
Essas mudanças indicam que o escritório físico não desapareceu, mas foi ressignificado. Em vez de substituir o trabalho remoto, passa a coexistir com ele em um modelo mais adaptável às necessidades de cada empresa.
Mais do que uma volta ao passado, o movimento aponta para um novo equilíbrio entre presença física e flexibilidade, em que o espaço corporativo volta a ser peça estratégica dentro da operação.
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