Educação • 16:08h • 04 de maio de 2026
Escolher a profissão virou desafio para estudantes e escolas tentam mudar esse cenário
Especialistas apontam falta de clareza sobre carreira e defendem mais contato com o mundo do trabalho ainda no Ensino Médio
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Betini Comunicação | Foto: Âncora1
Cerca de 40% dos estudantes de 15 anos não sabem que profissão seguir, segundo dados de 2025 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O cenário, que reflete uma indecisão comum no Ensino Médio, tem levado escolas e educadores a reforçar estratégias de orientação profissional, com foco em ampliar o repertório dos jovens e reduzir a ansiedade em relação ao futuro.
De acordo com o especialista em educação Vitor Azambuja, CEO e um dos idealizadores do projeto De Criança Para Criança (DCPC), o contato com diferentes áreas profissionais é decisivo nesse processo. Ele destaca que, diante da transformação constante do mercado de trabalho, limitar o conhecimento a carreiras tradicionais reduz as possibilidades percebidas pelos estudantes.
O especialista afirma que apresentar trajetórias diversas, incluindo áreas ligadas a inovação e novos modelos de trabalho, ajuda o jovem a visualizar caminhos possíveis. Esse contato, segundo ele, amplia a percepção sobre o futuro e contribui para decisões mais conscientes ao longo do tempo.
Os dados da OCDE também indicam que o acesso a experiências práticas ainda é limitado. Apenas 35% dos estudantes participaram de feiras de profissões, enquanto 45% tiveram contato com ambientes de trabalho ou acompanharam profissionais em suas rotinas. A diferença revela que uma parcela significativa ainda toma decisões com base em pouca vivência concreta.
Falta de orientação faz jovens chegarem ao Ensino Médio sem saber que profissão escolher
Diante desse cenário, instituições de ensino têm estruturado iniciativas para aproximar os alunos da realidade profissional. Na Escola Lourenço Castanho, em São Paulo, a proposta inclui orientação profissional, atividades de autoconhecimento e discussões sobre saúde emocional, buscando reduzir a pressão associada à escolha de carreira.
Segundo o diretor-geral Alexandre Abbatepaulo, a escola precisa atuar como um espaço de escuta e apoio, e não apenas de cobrança. Ele defende que o processo de escolha deve ser construído com base em habilidades, interesses e valores individuais, permitindo decisões mais maduras.
Outras experiências incluem a realização de jornadas profissionais e feiras universitárias, como na Escola Gracinha, também na capital paulista. Nessas iniciativas, os próprios estudantes indicam áreas de interesse, participam de encontros com profissionais e universitários e têm acesso a diferentes formatos de interação, o que contribui para ampliar perspectivas.
Além disso, programas como visitas a ambientes de trabalho e estágios de observação ajudam a tornar as profissões mais concretas, conectando o conteúdo escolar com a realidade do mercado e com projetos de vida.
Para especialistas, a combinação entre orientação estruturada, experiências práticas e apoio emocional é fundamental para enfrentar a indecisão. O objetivo não é antecipar uma escolha definitiva, mas oferecer ferramentas para que o jovem construa seu caminho com mais segurança e consciência.
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