• ICMS reforça caixa de Assis com mais de R$ 2,2 milhões e fecha janeiro acima de R$ 4,6 milhões
  • API, LGPD e mensagens em 2026: o que empresas podem ou não fazer na comunicação digital
  • Representatividade e infância: o que a Barbie autista revela sobre meninas com TEA
Novidades e destaques Novidades e destaques

Ciência e Tecnologia • 17:55h • 10 de novembro de 2024

Equipe do Brasil ganha prêmio por filtro detector de microplástico

Produto identifica e retém plásticos presentes na água

Agência Brasil | Foto: CNPEM/Divulgação

CNPEM depositou uma patente para proteger a invenção da proteína BARBIE1
CNPEM depositou uma patente para proteger a invenção da proteína BARBIE1

O projeto de um filtro ecológico que detecta e retira microplásticos e nanoplásticos de filtros domésticos foi o ganhador da medalha de ouro na categoria de Biorremediação do iGEM, competição global criada em 2003 pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Desenvolvido por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), de São José dos Campos, interior paulista, o B.A.R.B.I.E. 4.0, é composto por uma matriz biológica que utiliza a principal proteína presente na teia de aranhas acoplada a proteínas de ligação ao plástico e a um biossensor para detectar o material na água.

O CNPEM já depositou uma patente para proteger a invenção da proteína BARBIE1, aplicada tanto no biossensor quanto no Eco-filtro.

“O filtro ainda está no estágio de desenvolvimento. Nós desenhamos essa proteína que tem capacidade aumentada de se ligar em diferentes microplásticos que são contaminantes e que acabam indo para a água. Essa proteína tem a capacidade de formar um hidrogel que tem a capacidade de filtrar e combinado com essa proteína Barbie, tem uma capacidade ainda mais alta para filtrar esses microplásticos e nano plásticos, que são partículas muito pequenas de plástico que são geradas pela degradação do plástico, principalmente aquele que é descartado de forma errada”, explicou a pesquisadora do CNPEM e responsável pelo projeto, Gabriela Persinoti.

Segundo Gabriela, a ideia é usar os filtros convencionais já utilizados nas residências e adicionar esses novos dispositivos no final do filtro. Desta forma, primeiro são filtradas partículas maiores, e depois os microplásticos. A percepção de que essas partículas, quando ingeridas, podem se alojar em partes do organismo é recente e ainda não há regulamentação no Brasil da quantidade tolerada.

“No Brasil ainda não existe regulamentação sobre a quantidade máxima de microplástico que pode haver na água, então esse projeto é muito importante para investirmos tanto na regulamentação quanto na filtragem. O problema das micro e nano partículas está bem na fronteira do conhecimento, então é importante discutirmos isso com entidades regulatórias e cientistas para propormos soluções e a regulamentação disso, para evitarmos problemas de saúde futuros devido ao acúmulo dessas substâncias no corpo”, afirmou.

A cientista disse que ainda que não há previsão para que a tecnologia entre no mercado porque ainda é necessário ampliar os testes com os outros plásticos para ter uma robustez maior. Por enquanto os testes foram feitos com plástico utilizado para fazer o isopor. Depois desses testes será possível elaborar mais protótipos e chegar ao produto final a ser distribuído para o mercado.

Barbie

Desenvolvido por pesquisadores do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), estagiários, e estudantes de pós-graduação e da Ilum Escola de Ciência, o projeto ganhou o nome de BARBIE 4.0 porque forma, em inglês, a sigla: Bioengineered Aquatic Pollutants Removal and Biosensing through Integrated Eco-filter (Remoção de Poluentes Aquáticos por Bioengenharia e Biossensorização por meio de filtro Ecológico Integrado).

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Cidades • 12:28h • 27 de janeiro de 2026

Curso gratuito de Cozinhalimento em Quatá está com inscrições abertas até quinta

Inscrições presenciais seguem abertas até quinta-feira, dia 29, na Secretaria de Promoção Social

Descrição da imagem

Esporte • 12:00h • 27 de janeiro de 2026

Vocem apresenta projeto 2026 com foco na base, gestão responsável e novo ciclo em Assis

Evento no Fejó Music and More reuniu diretoria, elenco, autoridades e patrocinadores para marcar o início de um novo momento do clube

Descrição da imagem

Saúde • 11:48h • 27 de janeiro de 2026

Inflamação intestinal ativa aumenta risco de ansiedade, depressão e distúrbios do sono, aponta estudo

Pacientes com doença de Crohn que estavam com a inflamação ativa no intestino apresentaram pior qualidade do sono, mais cansaço, fadiga e sintomas de ansiedade e depressão

Descrição da imagem

Saúde • 11:03h • 27 de janeiro de 2026

Sal, azeite e doce de leite na mira da Anvisa; confira

Produtos não podem ser comercializados

Descrição da imagem

Educação • 10:46h • 27 de janeiro de 2026

Prouni 2026: abertas as inscrições para o primeiro semestre

Candidatos ao processo seletivo do 1º semestre de 2026 do Programa Universidade para Todos podem se inscrever até 29/1 pelo Portal Acesso Único. Com mais de 594 mil bolsas, essa é a maior oferta da história do Prouni

Descrição da imagem

Saúde • 10:04h • 27 de janeiro de 2026

Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

Em 2025, foram registradas 1,7 mil mortes após infecção da doença

Descrição da imagem

Policial • 09:45h • 27 de janeiro de 2026

Botão do pânico e BO digital: como aplicativo reforça a proteção de mulheres contra a violência

Aplicativo SP Mulher Segura foi desenvolvido pelo Governo de São Paulo para ampliar a rede de acolhimento e proteção às vítimas

Descrição da imagem

Saúde • 09:21h • 27 de janeiro de 2026

Por que a vacina que combate bronquiolite é importante para gestantes e bebês?

Imunizante será oferecido no SUS pela primeira vez, devido a uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana Pfizer

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar