Mundo • 13:44h • 06 de agosto de 2026
Entenda o que muda com a lei que reforça o pagamento do piso mínimo do frete
Regra torna obrigatória a emissão do CIOT antes do início da viagem e busca combater fretes irregulares e transporte de mercadorias sem nota fiscal
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Brasil | Foto: Arquivo/Âncora1
Entrou em vigor na quarta-feira (5) uma nova lei que fortalece as regras para o transporte rodoviário de cargas no Brasil. A norma garante maior fiscalização sobre o pagamento do piso mínimo do frete e torna obrigatória a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes que o caminhão inicie a viagem.
Com a sanção presidencial, a medida provisória editada em março passa a valer em definitivo e busca aumentar a segurança jurídica para motoristas e transportadores, além de dificultar a contratação de fretes em desacordo com a legislação.
CIOT passa a ser obrigatório antes da viagem
Pelas novas regras, o Código Identificador da Operação de Transporte deverá ser emitido ainda na fase de contratação do frete.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o sistema impedirá a emissão do código quando o contrato não respeitar o piso mínimo do frete. Sem o CIOT, a operação não poderá seguir de forma regular.
A medida pretende evitar que transportadores aceitem serviços com remuneração inferior ao valor mínimo estabelecido pela legislação.
Fiscalização será automática
O CIOT está integrado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), permitindo que a fiscalização ocorra de forma automática e em larga escala.
Com o cruzamento eletrônico das informações, a ANTT poderá identificar irregularidades ainda antes do início do transporte, reduzindo a necessidade de fiscalizações presenciais e aumentando a eficiência no controle das operações.
Medida também combate transporte irregular de mercadorias
Além de reforçar o cumprimento do piso mínimo do frete, a nova legislação também busca combater o transporte irregular de cargas.
Como o CIOT está vinculado à documentação fiscal da operação, a expectativa é dificultar a circulação de mercadorias sem nota fiscal e outras práticas ilegais relacionadas ao transporte rodoviário.
Segundo a ANTT, a integração dos sistemas amplia o controle sobre toda a cadeia logística e fortalece a fiscalização eletrônica em todo o país.
Regra passa a valer de forma permanente
Com a sanção da nova lei, as medidas deixam de ter caráter temporário e passam a integrar permanentemente a legislação brasileira.
A expectativa é de que a obrigatoriedade do CIOT fortaleça a proteção aos caminhoneiros e transportadores, assegure maior transparência nas contratações de frete e contribua para a redução de irregularidades no setor.
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