Educação • 16:44h • 24 de novembro de 2025
Em 90ª posição, USP lidera entre as latino-americanas em ranking mundial de sustentabilidade
Universidade é a única da região entre as 200 líderes em levantamento que avalia critérios de impacto ambiental, social e governança
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Governo de SP
A USP alcançou a 90ª posição mundial no QS World University Ranking: Sustainability 2026, divulgado na terça-feira (18) pela consultoria internacional Quacquarelli Symonds. Com isso, a Universidade consolida-se como a única instituição latino-americana entre as 200 melhores do mundo em sustentabilidade.
A USP obteve 90,7 pontos, de um total possível de 100, resultado formado por indicadores distribuídos entre os pilares de impacto ambiental, social e governança. No Impacto Ambiental, a instituição registrou 72,4 pontos em Sustentabilidade Ambiental, 98,8 em Educação Ambiental e 89,6 em Pesquisa Ambiental. No pilar Impacto Social, recebeu 85,4 pontos em Igualdade, 98,3 em Troca de Conhecimento, 79,2 em Impacto da Educação, 92,2 em Empregabilidade e Oportunidades e 92,1 em Saúde e Bem-Estar. Já em Governança, alcançou um dos índices mais altos do mundo: 99,8 pontos, um dos destaques desta edição.
A liderança global ficou com a Universidade de Lund, da Suécia, com 100 pontos, seguida pela Universidade de Toronto, no Canadá, com 99,8. Ao todo, o ranking avaliou 1.994 instituições de ensino superior, com base em critérios ESG (ambiental, social e governança).
Entre as universidades brasileiras, a USP permanece à frente. Na sequência aparecem: a Unicamp, em 208º lugar com 83 pontos; a UFRJ, em 277º com 78,7 pontos; a UFMG, em 316º com 76,9 pontos; e a UnB, em 455º com 80,6 pontos. No recorte latino-americano, a USP também lidera, seguida pela Unicamp; pela Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC), na 212ª posição com 82,8 pontos; pela Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), que aparece em 222º com 82,3 pontos; e pela UFRJ.
O ranking atribui 45% da pontuação ao Impacto Ambiental, avaliando educação, pesquisa e políticas climáticas; outros 45% ao Impacto Social, que considera igualdade, empregabilidade, saúde, bem-estar e troca de conhecimento; e 10% à Governança, que analisa ética e transparência institucional. A classificação combina dados fornecidos pelas próprias universidades, reputação acadêmica e o impacto da produção científica voltada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Segundo Fátima Nunes, coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida) da USP, o grande avanço ocorreu no pilar de Governança, em que a Universidade saltou da 208ª para a 3ª posição mundial, ao passar de 88 para 99,8 pontos. Ela destaca que o resultado reflete o trabalho dos órgãos centrais da administração para organizar dados sobre a gestão universitária, com foco em ética, transparência e participação.
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