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Ciência e Tecnologia • 16:38h • 27 de março de 2025

Drones ajudam cientistas a fechar a "lacuna de ar" no estudo da vida selvagem

Pesquisa da Universidade Monash destaca o uso crescente de drones para estudar a fisiologia dos animais em ambientes naturais

Da Redação | Com informações da Universidade de Monash | Foto: Adam Yaney-Keller

Como drones estão transformando a pesquisa sobre a vida selvagem: a evolução da tecnologia no monitoramento de grandes mamíferos marinhos
Como drones estão transformando a pesquisa sobre a vida selvagem: a evolução da tecnologia no monitoramento de grandes mamíferos marinhos

A utilização de drones para estudar a vida selvagem tem ganhado destaque como uma ferramenta científica essencial, oferecendo aos pesquisadores uma maneira inovadora e não invasiva de entender como os corpos dos animais funcionam no seu habitat natural. Uma nova pesquisa da Universidade Monash e dos Phillip Island Nature Parks revelou que a prática de usar drones para estudar a ecofisiologia dos animais – a ciência que investiga como os organismos funcionam em relação ao seu ambiente – cresceu substancialmente nos últimos anos.

De acordo com uma revisão de artigos científicos publicada recentemente, o uso de drones nesta área começou em 2010 com um único estudo, e cresceu significativamente, com 27 estudos registrados em 2023. A pesquisa inclui 136 artigos que utilizam drones para estudar 63 espécies diferentes de vida selvagem em ambientes marinhos e terrestres, abrangendo todos os continentes.

Adam Yaney-Keller, principal autor da pesquisa e candidato a PhD da Universidade Monash, destacou a importância dos drones na investigação de grandes mamíferos marinhos, como as baleias azuis, que antes eram extremamente difíceis de estudar devido ao seu tamanho e ao desafio de obter dados de suas condições corporais. Yaney-Keller explicou que os drones agora permitem aos cientistas coletar informações sobre a saúde desses animais, como sua condição física e microbiomas, sem precisar capturá-los ou interferir diretamente em seu comportamento.


“Você não pode simplesmente colocar uma baleia azul em um tanque para medir sua condição corporal, mas com drones, é possível coletar essas métricas de forma remota, sem causar estresse no animal”, disse Yaney-Keller. A inovação mais recente envolve a coleta de amostras de ar exalado pelas baleias quando elas vêm à superfície para respirar. Essas amostras podem ser analisadas para estudar microbiomas, hormônios, genética e possíveis doenças.

A pesquisa também destaca como os drones estão sendo usados para estudar uma vasta gama de animais, desde arraias e tubarões até girafas e crocodilos. O uso dessas tecnologias tem permitido aos pesquisadores medir aspectos cruciais da saúde e comportamento dos animais, como o tamanho do corpo, a frequência cardíaca e a temperatura, fornecendo dados valiosos para as iniciativas de conservação.

O professor Richard Reina, chefe do Grupo de Pesquisa em Ecofisiologia e Conservação da Universidade Monash, comentou sobre o grande avanço na superação do que ele chama de “lacuna de ar” – a distância entre o animal e os métodos de medição remota. “Agora, com os drones, podemos medir aspectos vitais da vida dos animais de forma não invasiva, o que significa maior segurança para tanto os pesquisadores quanto os próprios animais”, disse Reina.

Os drones têm sido especialmente úteis na monitoração de focas australianas desde 2016, como destacou a cientista marinha Rebecca McIntosh, da Phillip Island Nature Parks. “A revisão mostra como os drones têm sido fundamentais para a pesquisa da vida selvagem em todo o mundo, e abre portas para um futuro promissor na conservação”, afirmou McIntosh.

A pesquisa, publicada na revista Biological Reviews, oferece uma visão empolgante das possibilidades futuras para o estudo da vida selvagem, com drones se tornando cada vez mais essenciais na coleta de dados para a conservação e o manejo de espécies.

Pesquisa na íntegra por Revista Biological Reviews disponível online.

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