Saúde • 13:12h • 24 de maio de 2026
Dor de cabeça frequente pode ser sinal de alerta, dizem médicos
Cerca de 40% da população mundial sofre com cefaleia regularmente
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Neste Dia Nacional de Combate à Cefaleia, médicos alertam para a importância de investigar dores de cabeça frequentes. A recomendação é que pessoas que tenham três ou mais episódios por mês, durante pelo menos três meses consecutivos, procurem avaliação especializada.
Apesar de muitas vezes estar relacionada a situações comuns, como estresse, desidratação ou noites mal dormidas, a cefaleia também pode indicar problemas mais graves, como sinusite, enxaqueca crônica e até aneurisma.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos relacionados à dor de cabeça estão entre as condições neurológicas mais comuns do mundo e afetam bilhões de pessoas, impactando diretamente a qualidade de vida.
A entidade estima que cerca de 40% da população mundial sofra regularmente com dores de cabeça. Entre crianças, adolescentes, adultos e idosos, a cefaleia está entre as principais doenças neurológicas registradas.
A enxaqueca, por exemplo, é considerada uma das maiores causas de incapacidade no mundo. O problema afeta aproximadamente 15% da população global e atinge principalmente as mulheres, devido à influência hormonal. No Brasil, milhões de pessoas convivem com enxaqueca crônica.
Especialistas explicam que a dor deixa de ser considerada comum quando passa a ocorrer com frequência elevada, muda de padrão ou vem acompanhada de outros sintomas.
Sinais de alerta exigem investigação
Entre os principais sinais de atenção estão dores diárias ou muito frequentes, início súbito e intenso, alteração no padrão habitual da dor, além de sintomas como alterações na visão, dificuldade na fala, perda de força, confusão mental, desmaios ou desequilíbrio.
Segundo neurologistas, embora a maioria das cefaleias tenha origem benigna, como as dores tensionais, alguns casos podem estar associados a doenças neurológicas, infecções ou alterações estruturais que exigem acompanhamento médico.
A Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) destaca ainda que hábitos como má alimentação, jejum prolongado, excesso de álcool, sedentarismo, tabagismo, obesidade, ansiedade e estresse podem contribuir para o surgimento e agravamento das crises.
A entidade também alerta para os riscos da automedicação. O uso frequente de analgésicos sem orientação médica pode piorar a frequência e a intensidade das dores, principalmente em pessoas que já apresentam crises recorrentes.
Especialistas reforçam que o tratamento da cefaleia costuma ser multidisciplinar, envolvendo neurologistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde, dependendo do quadro apresentado pelo paciente.
A campanha Maio Bordô, criada pela Sociedade Brasileira de Cefaleia, busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado das dores de cabeça.
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