Mundo • 19:46h • 06 de novembro de 2025
Do panfleto ao post: o que mudou na publicidade e o que nunca deveria ter mudado
A essência da comunicação continua sendo a reputação construída com propósito e consistência, mesmo na era digital
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Houve um tempo em que a publicidade literalmente ganhava o céu. Aviões sobrevoavam praias e avenidas lançando panfletos coloridos, enquanto nas calçadas promotores distribuíam folhetos com ofertas e promessas de novidade. A missão era simples: ser visto.
Com o avanço das mídias digitais, as telas tomaram o lugar do papel, e as vitrines se transformaram em feeds. Hoje, a disputa pela atenção acontece em segundos, dentro das redes sociais. Apesar das mudanças de formato, o princípio continua o mesmo, conquistar o olhar do público, mas a forma de medir o valor da comunicação mudou.
Para a jornalista Carolina Lara, fundadora da Lara Visibilidade Estratégica, as marcas precisam resgatar o verdadeiro sentido de comunicar. “A publicidade muda de formato, mas a essência permanece. A confiança ainda é o que sustenta qualquer marca”, afirma. Segundo ela, o erro mais comum das empresas é confundir visibilidade com credibilidade. “Nem todo mundo que aparece é lembrado, e nem todo mundo que é lembrado é respeitado. A diferença está em como a mensagem é construída.”
Carolina destaca que publicidade e assessoria de imprensa são forças complementares. Enquanto o marketing cria presença imediata, o trabalho editorial constrói autoridade e permanência. “A imprensa é o espaço onde a empresa ganha voz por meio da credibilidade. É um reconhecimento que não depende de investimento direto, mas de relevância real”, explica.
Mídia on e offline
O paralelo entre os antigos panfletos lançados de aviões e os posts patrocinados nas redes sociais mostra que o desafio é o mesmo: ambos geram impacto rápido, mas passageiro. Assim que o orçamento termina, o efeito desaparece. Já a visibilidade conquistada por meio de um trabalho editorial bem planejado tende a atravessar o tempo. “Uma reportagem publicada em um grande veículo continua sendo referência anos depois. É visibilidade com memória”, avalia a jornalista.
Na pressa de acompanhar tendências, muitas empresas acabaram reduzindo a comunicação a métricas de alcance e curtidas. “A tecnologia trouxe agilidade, mas também impaciência. Há uma cobrança constante por aparecer, quando o verdadeiro objetivo deveria ser permanecer. A reputação é o que resiste quando a campanha termina”, pontua.
Para Carolina, há uma lição valiosa na nostalgia dos tempos do impresso. “Antes, cada ação exigia mais tempo, planejamento e significado. Hoje, a facilidade de publicar faz com que muitos esqueçam o porquê da mensagem. É preciso retomar a intenção de dialogar, e não apenas divulgar.”
Ela acredita que o futuro da comunicação está na união entre estratégia e propósito. “A publicidade convida. A imprensa confirma. Quando essas duas vertentes se encontram, nasce a influência verdadeira, aquela que não depende de modas ou algoritmos.”
Carolina conclui que, apesar das transformações no mercado, a boa comunicação continua sendo um trabalho de consistência e verdade. “A atenção pode ser comprada, mas a credibilidade é conquistada. É isso que diferencia quem apenas aparece de quem permanece.”
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