Variedades • 10:52h • 12 de abril de 2026
Dinheiro deixou de ser tabu, mas segue como fonte de ansiedade
Pesquisa mostra avanço na abertura sobre finanças, mas ansiedade segue presente para a maioria da população
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Weber | Foto: Arquivo/Âncora1
Falar sobre dinheiro deixou de ser um tabu para muitos brasileiros, mas isso não significa que o tema tenha deixado de gerar preocupação. É o que mostra a pesquisa “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, realizada pelo Itaú Unibanco em parceria com o Grupo Consumoteca, que aponta um cenário de maior abertura, porém ainda marcado por ansiedade financeira.
De acordo com o levantamento, 78% dos brasileiros já conversam sobre dinheiro com familiares, amigos ou até nas redes sociais, indicando uma mudança cultural importante em relação às gerações anteriores. Ao mesmo tempo, 81% afirmam que o tema continua sendo motivo constante de preocupação, revelando um contraste entre diálogo e insegurança.
O estudo também mostra sinais de transformação no comportamento financeiro. Cerca de 1 em cada 3 brasileiros diz ter uma relação diferente com o dinheiro em comparação aos pais, e 78% acreditam que terão um padrão de vida melhor. Esse movimento sugere uma ruptura com modelos mais tradicionais, baseados apenas em estabilidade e renda única.
Mesmo com essa mudança, o desejo por mais controle ainda é evidente. Segundo a pesquisa, 80% dos entrevistados querem aprender a administrar melhor suas finanças, enquanto 82% associam prosperidade à existência de uma reserva de emergência, vista como um dos principais pilares de segurança financeira.
Esse cenário indica que o avanço no acesso à informação e às ferramentas digitais não elimina, por si só, os desafios do dia a dia. A gestão do dinheiro envolve também fatores emocionais, como ansiedade, insegurança e dificuldade de planejamento.
Para Marina Roale, Head de Insights do Grupo Consumoteca, há um movimento de aproximação das pessoas com o tema, que passa a ser visto como parte da vida cotidiana. Segundo ela, falar sobre dinheiro deixa de ser motivo de constrangimento e passa a ocupar um espaço mais ligado ao aprendizado e à construção de autonomia.
Isso significa que o desafio atual não está apenas em abrir o diálogo, mas em transformar essa conversa em organização e decisões mais consistentes ao longo do tempo.
A pesquisa também aponta que o futuro da relação com o dinheiro passa por uma combinação de informação, educação financeira e apoio prático, capaz de ajudar as pessoas a lidar melhor com escolhas e imprevistos.
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