Saúde • 13:41h • 15 de setembro de 2026
Dia Mundial da Conscientização sobre linfomas destaca sinais de alerta e avanços no tratamento
Celebrada nesta terça-feira, 15 de setembro, a data chama atenção para doenças que devem atingir 12.560 pessoas por ano no Brasil
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Digital Trix | Foto: Divulgação
O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, celebrado nesta terça-feira, 15 de setembro, reforça a atenção aos sintomas desses cânceres e às possibilidades de tratamento. No Brasil, o INCA estima 12.560 novos casos anuais de linfoma não Hodgkin entre 2026 e 2028. Entre os avanços recentes está a aprovação do glofitamabe associado à quimioterapia para um grupo específico de pacientes cuja doença voltou ou não respondeu às terapias anteriores.
Os linfomas se desenvolvem nos linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. Podem surgir nos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas, ou atingir órgãos como baço, medula óssea, estômago, intestino e pele.
Aumento dos linfonodos no pescoço, nas axilas ou na virilha, perda de peso sem explicação, febre persistente, suor noturno, fadiga e coceira estão entre os sinais que merecem avaliação médica. A identificação do subtipo é fundamental para definir o tratamento.
Nova opção atende pacientes após recaída ou resistência
Em julho, a Anvisa anunciou a aprovação do glofitamabe associado à gencitabina e à oxaliplatina, combinação conhecida como GEMOX. A indicação é para adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário, ou seja, que retornou ou não respondeu ao tratamento, e que não podem realizar transplante autólogo de células-tronco. Confira a indicação aprovada.
Segundo Jacques Tabacof, líder da especialidade de linfomas da Oncoclínicas, a chegada dessa alternativa acompanha a ampliação das imunoterapias. O medicamento pertence à classe dos anticorpos biespecíficos, capazes de aproximar as células de defesa das células tumorais e estimular uma resposta contra o câncer.
“Os anticorpos biespecíficos funcionam como uma espécie de elo entre as células de defesa e as células do linfoma”, explica o especialista. A escolha depende das características da doença, das condições clínicas e dos tratamentos anteriores, sem representar uma indicação para todos os pacientes.
Diagnóstico orienta a escolha da terapia
O tratamento pode envolver quimioterapia, imunoterapia, terapias-alvo, transplante e terapias celulares, como o CAR-T, conforme cada caso. Embora parte dos pacientes consiga controlar ou curar a doença após a abordagem inicial, outros apresentam recaída ou resistência e precisam de alternativas adicionais.
Dos 12.560 novos casos anuais de linfoma não Hodgkin estimados pelo INCA, 6.580 devem ocorrer em homens e 5.980 em mulheres. A presença dos sintomas não confirma o câncer, mas justifica uma investigação médica para identificar sua origem. Saiba mais sobre a doença no INCA.
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