Ciência e Tecnologia • 20:10h • 13 de agosto de 2026
Dados de mais de 5 bilhões de registros do SUS começam a migrar para nuvem nacional
Nova infraestrutura será administrada pelo Ministério da Saúde e pelo Serpro e manterá dados públicos de saúde armazenados e processados em território brasileiro
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da EBC | Foto: Divulgação
Informações de saúde de milhões de brasileiros começaram a passar por uma mudança importante nos bastidores do SUS. O Ministério da Saúde iniciou nesta semana a migração de sistemas e bases para a chamada Nuvem Soberana do SUS, infraestrutura criada para armazenar e processar dados públicos de saúde em território nacional e submetidos exclusivamente à legislação brasileira.
A primeira grande etapa envolve o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Esta última funciona como infraestrutura de integração das informações do sistema e reúne atualmente mais de 5 bilhões de registros de saúde.
O que muda para quem usa o SUS?
Para o cidadão, a mudança não deverá significar a criação de um novo cadastro ou uma alteração visível na maneira de acessar os serviços. O que muda está principalmente na estrutura tecnológica responsável por manter os dados e sistemas funcionando.
A nova infraestrutura será gerenciada pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e pelo Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS), que terão acesso exclusivo aos dados armazenados.
Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia busca aumentar a proteção das informações, a continuidade dos serviços digitais e o controle público sobre a infraestrutura. Os dados mantidos na Nuvem Soberana ficarão sujeitos às normas brasileiras, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Por que manter os dados no Brasil?
A localização física e jurídica dessas informações é um dos pontos centrais da iniciativa. Ao manter armazenamento e processamento no país, o governo busca reduzir a dependência de infraestruturas externas para bases consideradas estratégicas para o funcionamento do SUS.
O Ministério da Saúde afirma que, com a estratégia, o Brasil deverá se tornar um dos poucos países com soberania sobre dados públicos do setor de saúde.
Além da segurança, a expectativa apresentada pela pasta é de aumentar a capacidade de integração das informações entre diferentes pontos do sistema, diminuir riscos de interrupções e dar suporte à expansão dos serviços do SUS Digital.
A migração será progressiva. Nesta primeira frente, a prioridade está justamente em duas estruturas que concentram informações fundamentais para identificar usuários e permitir a circulação de dados de saúde dentro da rede pública.
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