Ciência e Tecnologia • 16:26h • 14 de setembro de 2026
Da planta-mãe ao medicamento, cannabis medicinal entra na era da padronização
Curso nos dias 19 e 20 de setembro abordará seleção de matrizes, clonagem e organização de berçários para cultivos autorizados
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
A padronização genética tornou-se um dos pontos estratégicos para o avanço da cannabis medicinal no Brasil, especialmente diante das novas exigências relacionadas à rastreabilidade, à análise de lotes e ao controle de qualidade. Para discutir o manejo de plantas-mãe e a clonagem, a Escola Accura Ensina realizará uma formação híbrida nos dias 19 e 20 de setembro, com participação presencial e transmissão ao vivo.
A seleção de uma planta-mãe permite preservar características genéticas consideradas adequadas para determinada finalidade. Na propagação por estacas, os novos indivíduos mantêm o material genético da matriz, reduzindo parte da variabilidade encontrada no cultivo por sementes e favorecendo a formação de lotes mais uniformes.
A clonagem, contudo, não garante sozinha que todas as plantas apresentem resultados idênticos. A composição final depende também das condições ambientais, da nutrição, do manejo, da colheita e do processamento, o que exige procedimentos documentados e controles consistentes durante toda a produção.
Novas regras ampliam exigências de controle
O curso ocorre após a publicação, em fevereiro, das resoluções RDC 1.012, 1.013, 1.014 e 1.015/2026 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As normas abordam pontos como autorização sanitária, inspeção, rastreabilidade, análise dos lotes, qualidade e segurança dos produtos.
Segundo estimativa da Anvisa apresentada no material da formação, mais de 670 mil pessoas utilizam produtos derivados de cannabis no país. O crescimento dessa demanda amplia a necessidade de processos capazes de oferecer maior previsibilidade às associações de pacientes, aos pesquisadores e às equipes técnicas autorizadas.
“Preservar uma genética não significa apenas repetir uma planta. Significa criar condições para que o cultivo seja mais previsível, documentado e seguro”, afirma Ian Guedes, coordenador-geral da Associação Accura, responsável pelo cultivo e professor da Escola Accura Ensina.
Formação terá atividades teóricas e aplicação técnica
A programação abordará identificação de matrizes, manutenção das plantas, organização de berçários, prevenção de contaminações e protocolos de clonagem voltados ao enraizamento em até 15 dias. Falhas nessa etapa podem provocar perda de material genético, atrasar ciclos e ampliar o desperdício de recursos.
A formação será conduzida por Ian Guedes e terá participação especial do cultivador Just Another Grower. O público inclui cultivadores e pacientes autorizados, equipes técnicas, diretores de cultivo de associações e responsáveis por berçários.
As atividades serão realizadas nos dias 19 e 20 de setembro de 2026, das 9h às 18h, com abertura às 8h30. A turma presencial será limitada, e as inscrições estão disponíveis no site. Acesse o perfil do Instagram neste link.
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