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Economia • 08:03h • 13 de setembro de 2025

Cultivo de alface em campo aberto sofre impacto da crise climática, aponta Embrapa

Hortaliça é vulnerável ao aumento da temperatura

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1

Hortaliças dependem de clima ameno para se desenvolverem melhor
Hortaliças dependem de clima ameno para se desenvolverem melhor

O aumento das temperaturas causado pelas mudanças climáticas pode comprometer, em poucas décadas, o cultivo de alface em campo aberto no Brasil durante o verão. A conclusão é de um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Em um cenário considerado otimista, entre 2071 e 2100, 97% do território nacional terá risco climático alto ou muito alto para a produção da hortaliça ao ar livre no período mais quente do ano.

Segundo os pesquisadores, a alface é altamente sensível ao calor. Para germinar, por exemplo, suas sementes precisam de temperaturas abaixo de 22°C. “A adaptação da espécie ao calor é mínima. Em altas temperaturas, a planta sofre muito e perde qualidade”, explica Fábio Suinaga, engenheiro-agrônomo da Embrapa Hortaliças.

Cenários de aquecimento

O estudo utilizou dados do Inpe e do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), analisando dois cenários:

  • Otimista (RCP 4.5): emissões de gases de efeito estufa sob controle, com aumento da temperatura global de 2°C a 3°C até 2100. Nesse caso, 79,6% do Brasil teria risco alto e 17,4%, muito alto.
  • Pessimista (RCP 8.5): emissões em crescimento até o fim do século, com aumento de até 4,3°C. Nesse cenário, 87,7% do território teria risco climático muito alto e apenas 11,8%, risco alto.

Nos dois casos, a produção em campo aberto no verão se tornaria praticamente inviável.

Impactos do calor

Temperaturas acima de 25°C aceleram o florescimento precoce da alface, reduzindo o número de folhas, alongando o caule e tornando a hortaliça mais amarga. Além disso, o calor intenso causa a chamada “queima de borda” (tipburn), quando a planta não consegue absorver cálcio de forma adequada, resultando em manchas escuras nas folhas.

Atualmente, a maior parte da produção no Brasil é feita em campo aberto, sendo minoritária a realizada em estufas ou ambientes controlados.

Como se adaptar

Para os pesquisadores, o desafio agora é a adaptação. “Precisamos de sistemas produtivos ajustados ao clima. Hortaliças são mais vulneráveis que culturas como milho ou soja”, afirma Carlos Eduardo Pacheco, engenheiro-ambiental da Embrapa.

Entre as soluções estudadas estão o desenvolvimento de cultivares mais resistentes ao calor, como a alface BRS Mediterrânea, que tem ciclo mais curto, ficando menos tempo exposta às variações de temperatura. Outra linha de pesquisa busca espécies com raízes mais vigorosas, capazes de aproveitar melhor água e nutrientes.

A Embrapa também planeja ampliar os estudos para outras hortaliças, como tomate, batata e cenoura, utilizando inteligência artificial para agilizar a produção de mapas de risco climático.

Produção no Brasil

Segundo o último Censo Agropecuário (2017), o Brasil produzia 671,5 mil toneladas de alface por ano, sendo São Paulo o maior produtor (268,1 mil toneladas), seguido por Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais.

Dados mais recentes da Conab mostram que, apenas em agosto de 2025, 11 Ceasas integradas comercializaram 4,6 mil toneladas da hortaliça, com destaque para São Paulo, Curitiba e Fortaleza.

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