Economia • 11:39h • 08 de março de 2026
Crise entre Irã e EUA aumenta volatilidade global e impacta cenário da Selic
Conflito no Oriente Médio aumenta volatilidade global e pode influenciar ritmo da política de juros no Brasil
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Nova Ideia | Foto: Arquivo/Âncora1
A escalada da tensão entre Irã e Estados Unidos voltou a colocar o risco geopolítico no centro das decisões econômicas globais. Movimentos militares e incertezas sobre o impacto do conflito no preço do petróleo aumentaram a volatilidade nos mercados internacionais e acenderam alertas sobre possíveis efeitos na inflação e no crescimento econômico.
Em cenários de instabilidade externa, bancos centrais tendem a adotar postura mais cautelosa. O receio é que choques em commodities, como o petróleo, afetem custos de produção, transporte e combustíveis, pressionando índices de preços em diversos países.
No Brasil, o reflexo imediato aparece no debate sobre a trajetória da taxa Selic. A elevação do risco externo pode influenciar o câmbio e encarecer importações, fatores que normalmente exigem atenção adicional das autoridades monetárias.
Apesar disso, o cenário interno ainda aponta espaço para redução gradual dos juros. Segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central, a projeção para a Selic ao final do ano vem sendo revisada para baixo nas últimas semanas. A expectativa mais recente indica taxa próxima de 12% ao ano, abaixo das estimativas anteriores que superavam 12,5%.
Especialista em financiamento imobiliário, Murilo Arjona explica que conflitos internacionais costumam gerar cautela nas decisões de política monetária, mas não necessariamente alteram tendências estruturais da economia doméstica. “Quando há tensão global, os bancos centrais monitoram com mais atenção os riscos inflacionários. Mas, se o cenário interno mostra inflação controlada e desaceleração econômica, o movimento de queda dos juros pode continuar”, afirma.
Selic e crédito imobiliário
O comportamento da Selic tem impacto direto sobre o crédito imobiliário. A taxa básica influencia o custo de captação dos bancos, conhecido como funding. Juros elevados encarecem financiamentos e reduzem o ritmo de novas concessões. Em ciclos de queda, o crédito tende a ganhar força.
Segundo Arjona, momentos de instabilidade global também costumam provocar mudanças no comportamento de investidores. “Quando há turbulência nos mercados financeiros, muitas pessoas buscam ativos considerados mais seguros. Historicamente, o imóvel aparece como uma forma de proteção patrimonial em períodos de incerteza”, explica.
Petróleo
Outro fator monitorado pelos economistas é o preço do petróleo. Tensões no Oriente Médio costumam pressionar a commodity, o que pode elevar custos de energia e transporte. Caso esse movimento seja prolongado, o Banco Central pode agir com mais prudência no ritmo de cortes da Selic.
Mesmo assim, especialistas destacam que a trajetória dos juros no Brasil depende principalmente das condições internas da economia, como inflação, crescimento e estabilidade fiscal.
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