Saúde • 13:53h • 14 de junho de 2026
Crianças trocam comida de verdade por ultraprocessados, e o impacto já aparece na balança
Com um terço das crianças brasileiras acima do peso, nutricionistas defendem a valorização das refeições tradicionais e dos hábitos alimentares construídos dentro de casa
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da ATDC | Foto: Arquivo/Âncora1
A obesidade infantil segue avançando no Brasil e já afeta uma em cada três crianças e adolescentes de até 19 anos. Os dados mais recentes do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) mostram que 33% dos jovens brasileiros estão acima do peso, cenário que coloca a alimentação saudável novamente no centro do debate.
Enquanto alimentos ultraprocessados ganham cada vez mais espaço na rotina das famílias, especialistas chamam atenção para um aliado simples, acessível e tradicional: a combinação de arroz com feijão. Para a nutricionista Dra. Aline Maldonado, consultada pela marca Meu Biju, a prevenção da obesidade começa muito antes de qualquer dieta, passando pelos hábitos construídos diariamente dentro de casa.
"A infância é o momento em que a relação com os alimentos é formada. O exemplo da família, a rotina das refeições e a oferta de alimentos saudáveis têm influência direta nas escolhas que a criança fará ao longo da vida", explica.
O alerta brasileiro acompanha uma tendência mundial. Dados do UNICEF mostram que a obesidade já superou a desnutrição como a forma mais comum de má nutrição entre crianças e adolescentes. No Brasil, o índice de obesidade na faixa entre 5 e 19 anos triplicou nas últimas duas décadas.
Nesse cenário, o tradicional arroz com feijão continua sendo uma das combinações mais completas do ponto de vista nutricional. Segundo a Embrapa, o feijão oferece proteínas vegetais, fibras, ferro e vitaminas importantes para o crescimento, enquanto o arroz complementa o perfil nutricional da refeição.
Para a especialista, o combate ao excesso de peso não depende de soluções radicais, mas de constância. "Não existe um alimento isolado capaz de prevenir a obesidade. O que realmente faz diferença é o padrão alimentar construído ao longo do tempo. Quanto mais cedo a criança conviver com refeições equilibradas, maiores serão as chances de levar esse hábito para a vida adulta", afirma.
Além da qualidade dos alimentos, a educação alimentar é apontada como uma das principais ferramentas para enfrentar o problema. Incentivar refeições em família e valorizar pratos tradicionais pode ser um caminho simples para ajudar a frear um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade.
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