Saúde • 09:12h • 24 de outubro de 2026
Crianças de 10 a 14 anos concentram 41% das internações por diabetes tipo 1 em SP
Sede excessiva, emagrecimento e cansaço podem indicar diabetes tipo 1 em crianças; hospitalizações passaram de 1.348 para 1.980 em quatro anos
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Divulgação
As internações por diabetes tipo 1 entre crianças e adolescentes de até 19 anos aumentaram quase 47% no estado de São Paulo entre 2022 e 2025, passando de 1.348 para 1.980 hospitalizações. Os dados, divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde, mostram que a faixa etária de 10 a 14 anos concentrou 41% dos registros, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico para prevenir complicações.
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune na qual o próprio organismo destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, hormônio essencial para controlar os níveis de açúcar no sangue. A condição é mais frequente na infância e na adolescência e exige tratamento contínuo, com administração de insulina e monitoramento da glicemia.
Quando não é diagnosticada ou adequadamente controlada, a doença pode provocar complicações graves. Ao longo do tempo, a elevação persistente da glicose pode comprometer vasos sanguíneos e nervos, causando problemas nos rins, alterações na visão, doenças cardiovasculares e perda de sensibilidade nas extremidades.
Sinais de alerta que pais e responsáveis devem observar
Entre os principais sintomas estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, inclusive durante a noite, fome intensa acompanhada de emagrecimento ou dificuldade para ganhar peso, visão embaçada, fraqueza e cansaço frequente.
Esses sinais merecem atenção, especialmente quando aparecem de maneira persistente ou combinada. A identificação precoce permite iniciar o tratamento e reduzir o risco de complicações agudas, que podem exigir hospitalização.
Hospital realiza mutirão para prevenir complicações
Neste mês, o Hospital Infantil Darcy Vargas, referência no atendimento de crianças com diabetes, realizou um mutirão com 55 pacientes acompanhados pela unidade. A iniciativa incluiu avaliações oftalmológicas, odontológicas e de enfermagem, além de exames de sensibilidade dos pés e orientações para familiares.
Segundo Marina Minozzi, coordenadora médica do hospital, a manutenção de níveis elevados de açúcar no sangue pode prejudicar a circulação e atingir diferentes órgãos, especialmente olhos, rins e nervos periféricos.
O acompanhamento regular, associado ao uso correto da insulina e ao controle da glicemia, é fundamental para preservar a saúde e a qualidade de vida de crianças e adolescentes diagnosticados com diabetes tipo 1.
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