Ciência e Tecnologia • 17:35h • 22 de novembro de 2025
Crescimento de 22% ao ano impulsiona mercado brasileiro de cannabis medicinal
Direto Pharma acelera expansão e aposta em portfólio clínico, inovação logística e possível cultivo nacional após decisão do STJ
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O mercado brasileiro de cannabis medicinal, que movimentou R$ 853 milhões em 2024, entra em 2025 com expectativa de alcançar R$ 1 bilhão, impulsionado por crescimento anual de 22% e por uma base de pacientes que saltou de 431 mil para 672 mil em apenas um ano. Nesse contexto, a Direto Pharma intensifica suas operações para disputar a liderança do setor e ampliar o acesso a tratamentos à base de cannabis.
O avanço ocorre em meio a mudanças regulatórias decisivas. Em novembro de 2024, o Superior Tribunal de Justiça autorizou o cultivo nacional de cannabis medicinal por empresas, e a Anvisa deve publicar as regras definitivas até setembro de 2025. Essa sinalização regulamentar reforça o interesse de companhias que buscam reduzir custos, ampliar oferta e fortalecer a cadeia produtiva no país.
Para empresas do setor, o momento exige planejamento e capacidade técnica. A Direto Pharma avalia a viabilidade do cultivo nacional, ao mesmo tempo em que amplia sua estrutura produtiva e logística para acompanhar a demanda crescente. A empresa destaca que o objetivo é estar preparada para operar dentro das normas que serão estabelecidas pela agência reguladora.
Estratégia de portfólio e soluções clínicas específicas
A Direto Pharma trabalha atualmente com produtos à base de CBD isolado em concentrações de 200mg, 100mg e 50mg/mL, além de formulações Full Spectrum. O portfólio tem foco em condições de alta prevalência, como distúrbios do sono, dores crônicas, obesidade, diabetes e aplicações tópicas.
Em 2025, a empresa reforçou a estratégia de diversificação com novas apresentações, como gummies e soluções tópicas em pump, voltadas para facilitar a rotina do paciente e ampliar a adesão ao tratamento.
Com a base de pacientes crescendo 56% em 2024, a companhia investe na ampliação da capacidade produtiva e na instalação de centros logísticos regionais para garantir abastecimento contínuo. A estratégia visa mitigar um dos principais desafios do mercado brasileiro, que ainda depende de importações de 413 empresas internacionais.
Modelo híbrido e expansão da infraestrutura
Para competir num setor com forte presença estrangeira, a Direto Pharma adota um modelo híbrido que combina parcerias internacionais – especialmente com Estados Unidos, Colômbia e Uruguai – e estudos para a futura produção nacional. A empresa afirma que todas as decisões são baseadas em estratégia e sustentabilidade, com foco em manter preços competitivos e segurança de fornecimento.
A ampliação logística também envolve acordos com fornecedores, modernização de processos e melhoria contínua na distribuição. Segundo a empresa, o objetivo é evitar desabastecimento e garantir regularidade no acesso ao tratamento.
Educação científica como pilar de expansão
Além da ampliação de portfólio e da capacidade operacional, a Direto Pharma aposta no fortalecimento científico como diferencial competitivo. A empresa mantém investimentos em pesquisa com foco em dor crônica, distúrbios do sono, neurologia, oncologia e saúde metabólica.
Em 2025, o gerente científico Lucas Cabral participa do CardioRace, um dos principais congressos de cardiologia esportiva do país, discutindo aplicações da cannabis medicinal no esporte e contribuindo para o debate clínico sobre o tema.
Desafios e perspectivas para o setor
O preço dos tratamentos segue como um dos principais obstáculos, levando muitas famílias a recorrerem ao Judiciário para conseguir acesso. A Direto Pharma afirma que está investindo em novas tecnologias e parcerias globais com o objetivo de tornar os produtos mais acessíveis, sem comprometer qualidade ou segurança.
Estudos de mercado indicam que, com um marco regulatório consolidado e cadeia produtiva estruturada, o segmento pode alcançar até R$ 30,5 bilhões ao ano no Brasil. Diante desse potencial, a empresa projeta ampliar sua atuação nacional e iniciar expansão internacional nos próximos cinco anos.
A expectativa do setor é que o Brasil se torne um dos principais polos de inovação e produção de cannabis medicinal no mundo, com impacto direto na redução de custos e no acesso a tratamentos clínicos de base canabinoide.
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