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Saúde • 11:18h • 11 de outubro de 2025

Cresce o consumo de drogas, analgésicos e tranquilizantes entre idosos

Pesquisadores da Universidade de São Paulo destacam aumento do consumo de álcool, medicamentos e cannabis entre pessoas acima de 60 anos e defendem fortalecimento da literacia em dependência química para reduzir riscos à saúde

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: Arquivo Âncora1

Entre os efeitos adversos associados ao uso da substância estão maior incidência de depressão, ansiedade, comprometimento cognitivo, uso problemático de substâncias, acidentes, lesões e aumento da procura por serviços de saúde.
Entre os efeitos adversos associados ao uso da substância estão maior incidência de depressão, ansiedade, comprometimento cognitivo, uso problemático de substâncias, acidentes, lesões e aumento da procura por serviços de saúde.

Um grupo de pesquisadores da USP publicou uma carta na seção Cartas ao Editor do World Journal of Psychiatry abordando a dependência química em idosos, considerada pelo Painel Internacional de Controle de Narcóticos (INCB/2021) uma “epidemia silenciosa”. O texto aponta aumento no consumo de álcool, maconha, analgésicos, tranquilizantes e outros medicamentos em pessoas com mais de 60 anos, e defende políticas públicas voltadas à “literacia em dependência química” – ou seja, a capacidade dos idosos de acessar informações, compreender riscos e tomar decisões seguras sobre o uso de substâncias.

A carta, intitulada Empoderando adultos mais velhos: aprimorando a alfabetização sobre dependência química para lidar com vulnerabilidades específicas, foi assinada pelo psicólogo Kae Leopoldo, professor do Instituto de Psicologia da USP, e pelo psiquiatra João Maurício Castaldelli Maia, ambos pesquisadores do Instituto Perdizes do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Os autores analisaram estudos internacionais sobre efeitos do uso de drogas na saúde física e mental de idosos, crescimento do consumo de substâncias nos últimos anos e impactos da cannabis nessa faixa etária. Leopoldo ressalta que os idosos representam um grupo de risco crescente: “O aumento do consumo de drogas nessa faixa etária já é considerado uma epidemia mundial.”

Entre os artigos destacados está um estudo da Universidade de Huzhou, na China, que mostrou que o isolamento social em idosos pré-frágeis – com sinais como fraqueza muscular e perda de peso – aumenta o sofrimento psicológico e eleva o consumo de substâncias. A pesquisa indica que a alfabetização em saúde atua como mediadora, ajudando a reduzir esses impactos.

Outro estudo abordado foi uma revisão canadense sobre os efeitos da cannabis medicinal e recreativa em adultos acima de 60 anos. A pesquisa aponta que a legalização da substância em alguns países aumentou seu consumo entre idosos, mas alerta para riscos, incluindo depressão, ansiedade, comprometimento cognitivo e acidentes, especialmente quando combinada com outros medicamentos.

Os pesquisadores defendem campanhas de educação em saúde adaptadas à realidade dos idosos, com foco em três frentes: conscientização sobre interações medicamentosas e riscos de álcool, cannabis e opioides; orientação sobre o uso seguro de drogas terapêuticas, reforçando que a abstinência é muitas vezes a prática mais segura; e desestigmatização, criando espaços seguros para que os idosos possam buscar ajuda e orientação.

Segundo Leopoldo, fortalecer a literacia em dependência química é essencial para que os idosos possam tomar decisões informadas e reduzir os riscos à saúde relacionados ao uso de substâncias.

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