Responsabilidade Social • 09:22h • 19 de novembro de 2025
COP30 entra na fase decisiva com impasses sobre metas climáticas e adaptação
Na segunda semana da conferência em Belém, ministros precisam destravar acordos sobre metas climáticas, financiamento e adaptação. Especialistas alertam para falta de avanços concretos
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém, inicia sua fase decisiva com a chegada de ministros de vários países. Eles tentam fechar, por consenso, os principais acordos que vão orientar as ações climáticas nos próximos anos.
No domingo (16), a presidência da COP divulgou um resumo das negociações em quatro temas, entre eles o aumento das metas climáticas (as NDCs) e o financiamento que países ricos devem oferecer aos países em desenvolvimento. Esses pontos ainda não tiveram apoio suficiente para avançar. Outro item importante — a Meta Global de Adaptação (GGA), que deve definir como os países vão lidar com os impactos do clima — também segue sem consenso.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil dizem que o documento divulgado reflete bem o estado das negociações, mas alertam para a falta de propostas mais concretas. Para eles, ainda não há caminhos claros sobre como zerar o desmatamento e reduzir o uso de combustíveis fósseis, temas citados pelo presidente Lula e pela ministra Marina Silva na abertura do evento, mas pouco debatidos nas salas de negociação.
O início da segunda semana marca a entrada dos ministros, que têm mais poder político para fechar acordos. A expectativa é que eles impulsionem as conversas e ajudem a definir os chamados “mapas do caminho”, planos que orientam ações práticas, como acabar com o desmatamento e acelerar a transição energética.
Outro tema sensível é a adaptação climática. Um rascunho com 100 indicadores foi finalizado, mas há resistência do Grupo Africano e de países árabes, que defendem mais dois anos de discussões e querem adiar a decisão para 2027. Se houver acordo, os indicadores vão permitir avaliar se os países estão se preparando adequadamente para enfrentar eventos extremos e impactos climáticos.
Também estão na mesa os Planos Nacionais de Adaptação, o Fundo de Adaptação e a proposta de um programa de trabalho sobre transição justa — todos ainda sem consenso.
Segundo o governo brasileiro, representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, a COP30 deve deixar como legado avanços rumo à transição energética e ao fim do desmatamento ilegal. Agora, a pressão recai sobre os países para transformar discursos em decisões concretas antes do fim da conferência.
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