Variedades • 11:20h • 14 de setembro de 2026
Consórcio vira alternativa para famílias que planejam estudar no exterior
Modalidade não cobra juros, mas exige antecedência porque a liberação da carta de crédito depende de contemplação
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CW Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O consórcio de serviços tem ganhado espaço entre famílias de classe média que planejam financiar cursos, intercâmbios e especializações no exterior. Segundo levantamento da Embracon, o interesse aumentou em meio ao custo elevado do crédito bancário, com a possibilidade de distribuir o investimento ao longo de dois ou três anos.
O valor de uma experiência internacional varia conforme o destino, a duração do programa e a cotação da moeda estrangeira. Cursos de idiomas com duas a quatro semanas no Canadá ou na Espanha podem partir de R$ 10 mil, enquanto graduações, pós-graduações e programas de estudo e trabalho na Irlanda, Austrália e Nova Zelândia exigem quantias maiores.
Após a contemplação, a carta de crédito pode ser utilizada para despesas previstas no contrato, como matrícula, contratação de agências, passagens e acomodação. A modalidade permite organizar os pagamentos mensalmente, mas não garante que o recurso estará disponível na data desejada para a viagem.
Ausência de juros não significa custo zero
Diferentemente do financiamento bancário, o consórcio não cobra juros. O participante, entretanto, paga taxa de administração, e o contrato também pode incluir fundo de reserva e seguro. A contemplação ocorre por sorteio ou lance, o que torna essencial compatibilizar os prazos do grupo com o calendário acadêmico.
O Banco Central orienta que o consumidor verifique todas as despesas, os critérios de atualização das parcelas e as condições para utilização do crédito antes de assinar o contrato. A instituição também deve confirmar se a administradora possui autorização para operar. As regras podem ser consultadas no Banco Central.
Para Thiago Guerra, vice-presidente comercial da Embracon, estudar fora costuma ser um projeto construído com antecedência. “Quando o estudante ou a família inicia esse planejamento com dois ou três anos de antecedência, torna-se possível distribuir o investimento ao longo do tempo em parcelas compatíveis com o orçamento mensal”, afirma.
Planejamento precisa incluir câmbio e custo de vida
Antes de contratar a modalidade, a família deve calcular não apenas o valor do curso, mas também gastos com visto, passagens, seguro, hospedagem, alimentação, transporte e comprovação financeira eventualmente exigida pelo país escolhido. A variação cambial também pode alterar o orçamento até o momento da viagem.
O consórcio pode atender universitários e profissionais interessados em qualificação internacional, desde que o projeto não dependa da liberação imediata do recurso. Após a contemplação, a carta oferece poder de pagamento à vista, mas as possibilidades de negociação e os serviços cobertos dependem das regras estabelecidas no contrato.
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