Saúde • 11:32h • 06 de março de 2026
Conheça os 8 alimentos que mais provocam crises de enxaqueca
Chocolate, vinho, queijo maturado: os alimentos que podem estar causando sua enxaqueca
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 | Foto: Arquivo Âncora1
A recente descoberta envolvendo a melancia reacendeu um debate importante entre pessoas que sofrem de enxaqueca: a alimentação pode influenciar muito mais as crises do que se imagina. Além da fruta, diversos alimentos já têm relação científica estabelecida com o desencadeamento de episódios de dor.
A enxaqueca é uma doença neurológica crônica que afeta cerca de 15% da população brasileira — aproximadamente 30 milhões de pessoas. Estresse, privação de sono, alterações hormonais e hábitos alimentares estão entre os principais gatilhos reconhecidos pela medicina. Identificar e evitar alimentos problemáticos é uma das estratégias mais eficazes para reduzir a frequência das crises.
Entre os principais vilões está o chocolate, considerado um dos gatilhos mais bem documentados. Ele contém substâncias que interferem nos vasos sanguíneos cerebrais, e as versões com maior concentração de cacau costumam provocar reações mais intensas.
Queijos maturados, como parmesão, gorgonzola e camembert, também estão associados às crises por apresentarem alta concentração de compostos formados durante o processo de cura. Quanto mais envelhecido o queijo, maior o potencial de desencadear dor.
Bebidas alcoólicas, especialmente vinho tinto e cerveja escura, são frequentemente relatadas como desencadeadoras de enxaqueca. O álcool promove dilatação dos vasos sanguíneos e, combinado a outras substâncias presentes nessas bebidas, pode intensificar o efeito.
Embutidos como salame, presunto e mortadela contêm conservantes que também estimulam a dilatação vascular, mecanismo ligado ao surgimento da dor. O mesmo ocorre com produtos industrializados que levam realçadores de sabor, comuns em temperos prontos, sopas e salgadinhos.
A cafeína tem uma relação ambígua com a enxaqueca. Em pequenas quantidades, pode ajudar a aliviar a dor e até faz parte da composição de alguns analgésicos. Porém, o consumo excessivo ou a interrupção abrupta após uso frequente são gatilhos conhecidos.
Adoçantes artificiais, especialmente presentes em produtos diet e light, também aparecem em estudos como possíveis desencadeadores em parte dos pacientes.
De forma geral, alimentos ultraprocessados merecem atenção. A combinação de aditivos, corantes e conservantes pode sobrecarregar o sistema nervoso de quem tem predisposição à enxaqueca.
Como cada pessoa reage de maneira diferente, a melhor forma de identificar gatilhos individuais é manter um diário, registrando alimentação, sono, emoções e o momento das crises. Após algumas semanas, padrões podem surgir e auxiliar o médico ou neurologista a ajustar o tratamento de forma mais eficaz.
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