Mundo • 12:34h • 06 de setembro de 2026
Comprovante do Pix não poderá mais ter propaganda ou links a partir de março de 2027
Banco Central determina que documento fique restrito aos dados da transação e também muda processo para contestar golpes pelo Mecanismo Especial de Devolução
Da Redação | Com informações da EBC | Foto: Divulgação
Os comprovantes de pagamento do Pix não poderão mais exibir propagandas, ofertas comerciais, links externos ou conteúdos sem relação com a transação a partir de 1º de março de 2027. A determinação faz parte de uma atualização das regras do Banco Central (BC) e pretende manter o documento exclusivamente como registro da operação, além de reduzir possibilidades de uso dos comprovantes em golpes.
Com a mudança, bancos e demais instituições que oferecem Pix terão de retirar qualquer conteúdo promocional dos comprovantes. A proibição de hiperlinks também busca evitar que o documento seja utilizado para direcionar usuários a páginas fraudulentas.
As novas regras vão além dos comprovantes e alteram a experiência de quem precisa contestar uma transferência relacionada a fraude ou golpe pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Contestação de golpes terá mais informações
O processo deverá apresentar situações em linguagem mais próxima do cotidiano para facilitar a identificação do tipo de fraude. O usuário também poderá explicar detalhadamente o ocorrido, contextualizar a transação e anexar documentos e comprovantes que auxiliem a análise das instituições envolvidas.
O MED continua destinado exclusivamente a fraudes e golpes envolvendo Pix. Problemas comerciais sem fraude, como atraso na entrega, produto diferente do esperado ou insatisfação com uma compra, não permitem a utilização do mecanismo como forma de reembolso.
Os prazos gerais permanecem. O consumidor tem até 80 dias após a transação para solicitar a devolução quando o caso estiver enquadrado nas regras do MED. Após a contestação, a instituição financeira terá até 11 dias para informar se o pedido foi considerado procedente e orientar sobre os próximos passos.
Devolução pelo MED não é automática
A abertura da contestação não garante que o dinheiro será recuperado. A devolução depende da análise do caso e, entre as condições previstas, da existência de recursos disponíveis na conta que recebeu o valor.
O Banco Central também estabeleceu mudanças para os contatos favoritos utilizados em pagamentos. As instituições deverão armazenar a chave Pix usada na transação e alertar o usuário caso a identificação do recebedor vinculada a uma chave salva seja alterada.
Bancos e demais instituições participantes terão até 1º de março de 2027 para adaptar seus sistemas às novas exigências.
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