Variedades • 10:30h • 23 de maio de 2026
Como o tipo de copo infantil pode influenciar fala, mastigação e desenvolvimento do bebê
Pediatra e fonoaudióloga alertam que acessórios usados na introdução alimentar impactam coordenação motora e funções orofaciais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da RPMA | Foto: Divulgação
A fase de transição entre a mamadeira e o copo representa mais do que uma mudança na forma de beber líquidos durante a infância. Segundo especialistas, o modelo escolhido pelos pais pode influenciar diretamente o desenvolvimento da musculatura facial, da fala, da mastigação e até da autonomia dos bebês nos primeiros anos de vida.
De acordo com a pediatra Alessandra Grejo Yamaguti e a fonoaudióloga Mariana Chaim, integrantes do grupo de especialistas da MAM Baby, acessórios desenvolvidos para simular o funcionamento de um copo aberto vêm ganhando espaço justamente por estimularem movimentos considerados mais fisiológicos para o desenvolvimento infantil.
Entre os exemplos está o chamado copo 360º, modelo que permite que a criança beba por qualquer lado da borda, utilizando um sistema com válvula de segurança para evitar derramamentos.
Segundo a pediatra Alessandra Yamaguti, alguns modelos tradicionais com bico podem manter padrões de sucção mais próximos da mamadeira por tempo prolongado. “Os copos com bico, em alguns casos, podem aumentar o risco de interposição lingual. Já o sistema 360º estimula o vedamento labial adequado e o controle da língua, movimentos essenciais para uma deglutição madura”, explica.
A especialista afirma que esse tipo de estímulo ajuda no amadurecimento das funções orais e pode contribuir para prevenção de padrões considerados inadequados ao longo do desenvolvimento. A fonoaudióloga Mariana Chaim destaca que o uso correto dos acessórios também participa da preparação da musculatura facial para habilidades futuras, como fala mais articulada e mastigação eficiente.
Além disso, o manuseio do copo ajuda no desenvolvimento da coordenação motora fina, exigindo controle de força, inclinação e percepção de saciedade. Segundo as especialistas, o processo de transição deve respeitar o ritmo de cada criança e geralmente começa por volta dos seis meses, fase em que muitos bebês já apresentam controle cervical e interesse pelos objetos utilizados nas refeições.
A recomendação é que a introdução seja feita de forma gradual e sempre sob supervisão de um adulto. Durante esse período, episódios ocasionais de tosse podem acontecer enquanto o bebê aprende a controlar o fluxo do líquido, o que faz parte do amadurecimento natural da habilidade.
As especialistas também alertam que o ambiente durante as refeições influencia diretamente a adaptação da criança. Ambientes tranquilos e experiências positivas ajudam na aceitação dos novos utensílios e alimentos. Além do copo 360º, modelos de transição com bicos macios e fluxo controlado também costumam ser utilizados nas primeiras etapas da adaptação entre mamadeira e copo convencional.
Para especialistas em desenvolvimento infantil, a escolha dos acessórios deve considerar conforto, segurança e estímulos adequados para cada fase da infância.
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