Economia • 11:38h • 22 de novembro de 2025
Como micro e pequenas empresas podem se preparar para o cashback tributário até 2027
Devolução prevista na reforma tributária exige organização financeira, regularização e adaptação em um cenário de juros altos e crédito restrito
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da TG Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Micro e pequenas empresas precisam começar a se organizar para o modelo de cashback tributário que passa a valer gradualmente até 2027, segundo especialistas. A mudança, prevista na reforma tributária, deverá devolver parte dos tributos recolhidos por consumidores de baixa renda, mas exige que negócios estejam regularizados, estruturados e com práticas financeiras adequadas para operar sem riscos.
O Brasil tem hoje 24,2 milhões de empresas ativas, das quais 93,8% são micro e pequenos negócios, de acordo com o Mapa de Empresas. Entre maio e agosto de 2025, mais de 1,6 milhão de novas empresas foram abertas, ao mesmo tempo em que 942 mil fecharam as portas. Os números mostram dinamismo, mas também revelam a dificuldade de sobrevivência em um ambiente que combina custos elevados, baixo acesso ao crédito e necessidade crescente de profissionalização.
Juros altos prolongam dificuldades e exigem reorganização imediata
O cenário se agrava com a manutenção da Selic em 15% ao ano, decisão recente do Banco Central. Com os juros parados em patamar elevado, o crédito continua caro, encarece o capital de giro e reduz a capacidade de investimento dos pequenos negócios. Para muitos empreendedores, o resultado é a dependência de recursos próprios ou linhas alternativas, que impactam a folga do caixa.
As projeções do Boletim Focus indicam que a Selic só deve começar a cair em 2026, encerrando o ano em 12,25%. Até lá, especialistas reforçam que a adaptação precisa começar imediatamente, especialmente para empresas que desejam aproveitar o futuro modelo de cashback tributário.
Orientações práticas para atravessar o período de juros altos
Para enfrentar esse cenário, o presidente da Conaje, Fábio Saraiva, aponta caminhos que podem fortalecer a gestão dos pequenos negócios e prepará-los para o novo ambiente regulatório:
1) Reforçar a gestão financeira
Controle rigoroso de custos, uso disciplinado do fluxo de caixa e separação completa entre contas pessoais e empresariais são fundamentais. Capacitação em gestão e finanças é recomendada para evitar erros estruturais.
2) Negociar prazos e construir parcerias
Ajustar condições com fornecedores e clientes pode gerar fôlego imediato para a operação.
3) Investir em digitalização
Ferramentas acessíveis reduzem gastos, ampliam eficiência e facilitam monitoramento de indicadores.
4) Buscar crédito alternativo
Cooperativas, fintechs e agências de fomento regionais podem oferecer condições melhores que os bancos tradicionais. A comparação de taxas e prazos é essencial.
5) Evitar armadilhas financeiras
Não assumir dívidas sem planejamento, não utilizar financiamentos longos para despesas de curto prazo e não misturar finanças pessoais e empresariais.
Organização agora define competitividade no novo modelo tributário
Para os analistas, o cashback só será vantajoso para empresas que estiverem regularizadas, com boa gestão e capacidade de comprovar operações. A reforma exige transparência fiscal, controles adequados e emissão correta de documentos para garantir o repasse dos valores.
Com inflação controlada e alguns setores em retomada, o momento pode abrir oportunidades para quem se antecipar. A leitura é que empresas organizadas estarão mais preparadas para crescer quando os juros começarem a cair e quando o sistema de cashback estiver plenamente operacional.
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