• Fevereiro de 2026: veja como fica o funcionamento do comércio de Assis
  • Entre juros altos e custos crescentes, famílias voltam a planejar o carro próprio
  • Polícia Civil desarticula pontos de tráfico em Assis durante a Operação Red Line
Novidades e destaques Novidades e destaques

Mundo • 20:13h • 17 de julho de 2025

Como identificar e lidar com colegas que sofrem da Síndrome de Procusto no trabalho

Entenda os sinais dessa postura tóxica, suas raízes e estratégias para proteger sua saúde mental no ambiente corporativo

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da VH Assessoria | Foto: Divulgação

Por que seu colega não celebra seu sucesso? Saiba identificar e contornar esse padrão
Por que seu colega não celebra seu sucesso? Saiba identificar e contornar esse padrão

Subestimar talentos, menosprezar vitórias alheias ou boicotar ideias de colegas. Esse padrão de comportamento, cada vez mais comentado em ambientes profissionais, remete ao conceito conhecido como Síndrome de Procusto. Inspirado em um mito grego, o termo descreve quem tenta “cortar ou esticar” os outros para que se encaixem em seus próprios padrões sufocando diferenças, conquistas e individualidade.

Embora não seja reconhecida formalmente como um transtorno no DSM-5 ou no CID-10, a Síndrome de Procusto funciona como uma metáfora clínica e cultural para atitudes destrutivas e controladoras, especialmente no trabalho. Segundo o médico e terapeuta João Borzino, o tema merece atenção por sua relevância no dia a dia corporativo.

“São pessoas que exibem inveja intensa, autoestima frágil por trás de um ego inflado, rigidez mental e necessidade de controlar o ambiente. Elas sentem medo de serem superadas e fazem de tudo para rebaixar os outros”, explica o especialista.

No ambiente corporativo, isso se manifesta de formas claras: colegas que não comemoram conquistas alheias, sabotam projetos, resistem a delegar tarefas ou agem de forma ríspida ao serem questionados. Eles buscam manter todos sob controle, criando um clima de insegurança e inibição para ideias novas.

Para quem identifica sinais de “Procusto” no colega — ou até em si mesmo — Borzino orienta estratégias práticas:

Como lidar com um colega “Procusto”

  • Documente os fatos: reúna exemplos concretos, como e-mails ou relatos de reuniões, mantendo objetividade;
  • Converse com franqueza: busque diálogo em particular, expondo com “eu sinto” em vez de “você fez”, para evitar confronto agressivo;
  • Estabeleça limites: delegue com clareza, defina seu espaço e não ceda à pressão de se moldar às expectativas do outro;
  • Busque apoio institucional: em casos persistentes, procure o RH ou superiores para mediação ou capacitação em liderança;
  • Cuide de si mesmo: quem sofre internamente desse padrão pode buscar terapia para fortalecer a inteligência emocional e a aceitação.

O terapeuta reforça que, mesmo sem diagnóstico formal, esse comportamento tem raízes psicológicas profundas. A terapia pode incluir abordagens psicodinâmicas, para entender a origem da insegurança, e técnicas cognitivas, para corrigir pensamentos distorcidos e melhorar reações emocionais.

Exemplos práticos

  • Em uma reunião, um colega descarta suas ideias dizendo que “não servem para a empresa” sem ouvir argumentos;
  • Em família, alguém insiste para que você siga o mesmo caminho de vida dele, menosprezando escolhas diferentes;
  • Em grupos de estudo, uma pessoa ridiculariza pesquisadores e nega evidências, afirmando que só ela “sabe a verdade”.

Esses comportamentos evidenciam uma tentativa de reduzir os outros para se sentir mais seguro.

Conselho final de Borzino

Reconhecer essas posturas em si mesmo ou nos outros é o primeiro passo para mudar. O especialista sugere:

  • Reconheça quando se sentir ameaçado;
  • Valorize seus pontos fortes e celebre as vitórias alheias;
  • Reflita sobre o incômodo causado pelo sucesso do outro;
  • Busque ajuda profissional se necessário.

“Se você lida com alguém assim, seja firme e empático. Dê feedback construtivo e encoraje a reflexão. A Síndrome de Procusto não é um diagnóstico oficial, mas simboliza comportamentos tóxicos que podem ser transformados. A força está em celebrar as diferenças e liberar espaço para o crescimento mútuo”, conclui Borzino.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Saúde • 09:06h • 22 de janeiro de 2026

Estudo nacional alerta para riscos do uso prolongado de Omeprazol e similares

Pesquisa realizada em ratos reforça que inibidores da bomba de prótons, amplamente utilizados no tratamento de problemas estomacais, podem afetar absorção de minerais e comprometer a saúde óssea

Descrição da imagem

Educação • 08:44h • 22 de janeiro de 2026

Portal Trampolim oferece 2,7 mil vagas em cursos profissionalizantes gratuitos

Vagas estão distribuídas entre Novo Emprego, voltado a jovens e adultos entre 25 e 59 anos que desejam se qualificar em nova área ou iniciar nova carreira; e Meu Primeiro Emprego, para jovens de 16 a 24 anos que buscam a primeira oportunidade

Descrição da imagem

Saúde • 08:23h • 22 de janeiro de 2026

Aparência x qualidade: veja orientações para evitar desperdício de alimentos

Aparência um pouco marcada por fora e um formato menos bonito não significam que os produtos estejam impróprios para o consumo ou com o valor nutricional prejudicado. No Paraná, uma série de programas faz do estado destaque contra o desperdício de alimentos

Descrição da imagem

Mundo • 08:01h • 22 de janeiro de 2026

Serviços de veículos do Detran-SP passam a dispensar vistoria em casos específicos; confira

Regra do Contran elimina a exigência de laudo em serviços como segunda via do CRV e conversão de placa para o padrão Mercosul

Descrição da imagem

Educação • 07:02h • 22 de janeiro de 2026

Curso de Medicina da FEMA alcança avaliação de excelência do Conselho Estadual de Educação

Nota 4,04 em escala de 0 a 5 coloca a graduação entre as mais bem avaliadas do sistema estadual e reforça a qualidade da formação médica em Assis

Descrição da imagem

Variedades • 20:20h • 21 de janeiro de 2026

Zelofilia existe ou é só moda digital? Especialista questiona novo rótulo emocional

Especialista alerta para a banalização de diagnósticos e critica a transformação de emoções humanas em supostas patologias

Descrição da imagem

Educação • 19:37h • 21 de janeiro de 2026

Nova pós-graduação aposta na formação de animadores 360º no Brasil

Curso reúne técnicas do 2D ao 3D e propõe ensino criativo, acessível e focado em identidade autoral e portfólio profissional

Descrição da imagem

Mundo • 18:23h • 21 de janeiro de 2026

Empreendedor brasileiro acelera nos resultados, mas ainda freia no planejamento

Levantamento com mais de 32 mil perfis revela força em influência e entusiasmo, mas fragilidades em competências ligadas à constância e à estratégia

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar