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Responsabilidade Social • 18:41h • 01 de dezembro de 2025

Como identificar comportamentos inadequados no trabalho

Condutas repetitivas, abusivas e disfarçadas de “brincadeira” seguem entre as principais causas de conflitos e ações judiciais no país

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Sing Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1

Comportamentos inadequados no ambiente corporativo: o que são e por que geram tantos processos
Comportamentos inadequados no ambiente corporativo: o que são e por que geram tantos processos

O ambiente de trabalho deveria ser um espaço de respeito, cooperação e desenvolvimento, mas a pressão por resultados e as dinâmicas corporativas intensas têm favorecido o surgimento de comportamentos inadequados que, muitas vezes, passam despercebidos. Segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), mais de 450 mil processos envolvendo alegações de assédio moral e pedidos de indenização foram registrados entre 2020 e 2024, um indicativo claro de que práticas abusivas continuam presentes na rotina de empresas de todos os setores.

Identificar esse tipo de conduta é essencial para evitar conflitos e proteger a saúde emocional dos profissionais. Esses comportamentos não se resumem a desentendimentos pontuais, mas se caracterizam pela repetição e pela intenção de constranger, isolar ou desestabilizar alguém. Ações como ironias constantes, gritos, críticas públicas, exclusão deliberada e exposição indevida são exemplos frequentes. Muitas vezes, surgem mascaradas como “feedbacks duros” ou “brincadeiras”, mas podem gerar consequências emocionais graves, além de responsabilidade jurídica.

Estudos também mostram que a maioria das vítimas não denuncia. De acordo com a KPMG Brasil, apenas 20% dos profissionais que sofrem assédio moral ou psicológico relatam o ocorrido, normalmente por medo de retaliação, descrédito ou falta de segurança institucional. Esse cenário reforça a importância de ambientes que incentivem a escuta, o acolhimento e canais de denúncia realmente acessíveis e confidenciais.

Do ponto de vista jurídico e organizacional, empresas e lideranças têm a obrigação de criar políticas de conduta claras, promover treinamentos contínuos sobre ética e respeito, e atuar de forma rápida diante de qualquer indício de comportamento abusivo. Essas práticas reduzem riscos trabalhistas, fortalecem a confiança interna e constroem um ambiente mais sustentável e saudável.

Para os profissionais, observar padrões de atitude, registrar ocorrências e buscar apoio interno são passos fundamentais quando situações inadequadas surgem. Caso necessário, a busca por orientação jurídica ajuda a garantir proteção e a preservação de direitos.

Construir um ambiente de trabalho saudável é uma responsabilidade coletiva. Quando o respeito faz parte da cultura da organização, as relações se tornam mais sólidas, os resultados melhoram e os conflitos diminuem. Identificar e corrigir comportamentos inadequados é uma medida de gestão, responsabilidade social e justiça.

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