Responsabilidade Social • 13:10h • 25 de abril de 2026
Como destinar parte do IR e participar diretamente de ações sociais
Especialista destaca que destinação de parte do tributo permite atuação direta da população em políticas públicas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Ito Comunicação | Foto: Divulgação
Em meio ao debate recorrente sobre carga tributária e retorno dos impostos, um mecanismo ainda pouco utilizado no Brasil abre espaço para participação direta da população: a destinação de parte do Imposto de Renda para fundos sociais. A prática permite que contribuintes direcionem até 6% do tributo devido para iniciativas voltadas à infância, adolescência e população idosa.
A reflexão é apresentada por Jeanine Pacholski, vice-presidente da Parceiros Voluntários de Caxias do Sul, que destaca o potencial da medida como instrumento de cidadania fiscal. Segundo ela, mais do que um benefício tributário, a destinação representa uma forma concreta de participação na aplicação de recursos públicos.
Na prática, os valores são encaminhados para fundos que financiam projetos sociais em todo o país, muitos deles voltados a públicos em situação de vulnerabilidade. Essas iniciativas atuam diretamente nas comunidades, promovendo inclusão social, fortalecimento de vínculos familiares e acesso a direitos básicos.
Como funciona a destinação do IR
O contribuinte pode escolher direcionar parte do imposto devido durante a declaração, sem custo adicional. O valor destinado deixa de ir para o caixa geral da União e passa a financiar projetos previamente aprovados e fiscalizados.
Para Jeanine Pacholski, esse modelo aproxima quem contribui de quem é beneficiado. “Ao direcionar parte do Imposto de Renda para projetos sociais, o cidadão deixa de ter uma relação passiva com o tributo e passa a exercer uma escolha consciente sobre o destino desses recursos”, aponta.
Jeanine Pacholski, vice-presidente da Parceiros Voluntários Caxias do Sul
Apesar da possibilidade, a adesão ainda é considerada baixa em todo o país. O cenário revela um descompasso entre a existência do mecanismo e seu uso efetivo pela população.
Cidadania fiscal na prática
A especialista avalia que a destinação do Imposto de Renda deve ser vista como uma ferramenta de fortalecimento da cidadania. Em vez de apenas cumprir uma obrigação legal, o contribuinte pode participar ativamente do financiamento de políticas públicas.
Em muitos casos, os projetos apoiados pelos fundos sociais complementam ou suprem lacunas do poder público, atuando com maior proximidade da realidade local.
O tema ganha relevância em um contexto de aumento das demandas sociais, em que decisões mais conscientes sobre a aplicação de recursos podem gerar impactos diretos na qualidade de vida da população.
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