Responsabilidade Social • 08:58h • 04 de agosto de 2026
Como cuidar dos pets em períodos de tempo seco
Baixa umidade do ar pode favorecer problemas respiratórios, irritação nos olhos e desidratação em cães e gatos; veja os principais cuidados
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
O inverno traz baixa umidade do ar, variações de temperatura e maior concentração de poeira e poluentes, condições que também afetam a saúde dos animais de estimação. De acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), esse período pode favorecer o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, além de causar ressecamento da pele, dos olhos e das vias aéreas.
Filhotes, animais idosos e aqueles com doenças respiratórias crônicas são os mais vulneráveis às mudanças da estação. Medidas simples, como manter a hidratação, evitar exposição prolongada ao frio e observar alterações no comportamento, ajudam a reduzir os riscos.
Nos dias frios, cães e gatos costumam ingerir menos água, o que aumenta o risco de desidratação. A orientação é manter recipientes com água limpa e fresca em diferentes locais da casa. Para os gatos, fontes de água corrente podem estimular o consumo, e alimentos úmidos também podem contribuir para a hidratação, conforme recomendação do médico-veterinário.
Cuidados para proteger os pets no inverno
Os passeios com cães continuam sendo importantes durante o inverno, mas devem ser realizados, sempre que possível, nos horários mais quentes do dia, evitando frio intenso, chuva e ventos fortes. Após o passeio, o animal deve ser bem seco caso tenha contato com água ou umidade. Filhotes, idosos e animais de pelo curto podem precisar de proteção extra contra o frio.
O clima seco também pode agravar problemas respiratórios, especialmente em raças braquicefálicas, como pug, buldogue francês, buldogue inglês, shih-tzu e boxer, além dos gatos persas. Tosse, espirros frequentes, secreção nasal, dificuldade para respirar e cansaço excessivo são sinais que exigem avaliação veterinária.
A pele e os olhos também merecem atenção. O ar seco pode causar ressecamento, coceira e irritação ocular. Banhos frequentes devem ser evitados, pois retiram a proteção natural da pele. Quando necessários, devem ser feitos com produtos específicos para animais, água morna e secagem completa da pelagem. Vermelhidão nos olhos, secreção excessiva ou coceira persistente também justificam atendimento veterinário.
Mesmo durante o frio, é importante manter os ambientes limpos e ventilados para reduzir o acúmulo de poeira, ácaros e outros agentes que podem desencadear alergias. A limpeza com pano úmido é mais indicada do que o uso de vassoura, que espalha partículas pelo ambiente.
O tutor deve procurar um médico-veterinário caso o animal apresente dificuldade para respirar, tosse persistente, febre, perda de apetite, apatia, secreção intensa nos olhos ou nariz ou sinais de desidratação. O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento de doenças respiratórias e outras condições comuns no inverno.
Além desses cuidados, manter a vacinação e a vermifugação em dia, oferecer alimentação adequada e acompanhar possíveis mudanças no comportamento, no apetite ou na respiração do animal são medidas importantes para preservar a saúde dos pets durante a estação.
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