• Unesp avança na pós-graduação e coloca 76% dos programas nos níveis mais altos da Capes
  • Brasil avança para produzir genéricos de semaglutida após queda de patente
  • Curso de Medicina da FEMA alcança avaliação de excelência do Conselho Estadual de Educação
Novidades e destaques Novidades e destaques

Educação • 11:18h • 01 de julho de 2025

Colorir livros pode beneficiar a saúde mental e reduzir o uso excessivo das redes sociais, dizem especialistas

Atividade pode ajudar quem deseja controlar o estresse, a ansiedade e serve de ferramenta terapêutica

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

Atividades para colorir podem ajudar na redução do estresse e da ansiedade porque, muito provavelmente, promovem um estado de relaxamento semelhante à meditação
Atividades para colorir podem ajudar na redução do estresse e da ansiedade porque, muito provavelmente, promovem um estado de relaxamento semelhante à meditação

Estar constantemente conectado às redes sociais pode causar problemas relacionados ao estresse e à ansiedade, ainda mais em um mundo no qual as informações estão cada vez mais digitalizadas e que o tempo gasto em aplicativos é cada vez maior. Como forma de diminuir o tempo gasto nas redes, muitas pessoas passaram a adotar um novo hobby: os livros de colorir.

A atividade não é recente. Há dez anos a moda eram os livros com imagens de jardins e mandalas para colorir. Hoje a preferência é por livros com cenas de animais vestindo roupas e realizando atividades do dia a dia. Apesar das diferenças na preferência de imagens, o objetivo é o mesmo: passar menos tempo conectado e diminuir o estresse e a ansiedade.

A justificativa para a moda dos livros de colorir não é infundada. O professor Sérgio Kodato, do Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, explica que “atividades para colorir podem ajudar na redução do estresse e da ansiedade porque, muito provavelmente, promovem um estado de relaxamento semelhante à meditação”. Kodato ainda diz que essas atividades “permitem que o foco se desloque para a tarefa, aliviando a mente de preocupações imediatas e proporcionando um relaxamento mental”.

Segundo o professor, os livros de colorir “podem ser utilizados como ferramenta terapêutica dentro de consultórios, especialmente em contextos de arteterapia, e são úteis para pessoas que lidam com ansiedade, estresse e até mesmo em casos de depressão, porque as cores ajudam na expressão emocional e também na promoção do relaxamento”. Ele diz também que “estudos demonstram que atividades de colorir podem diminuir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, ocasionando um clima de bem-estar”.

É o que passou a acontecer com a estudante Giovanna Ravanelli Fidelis, a partir do momento em que começou a colorir os livros com cenas de animais realizando atividades diárias, há cerca de seis meses. “O que mais senti diferença foi no humor e na qualidade de vida, porque quando estamos no dia a dia, cheios de problemas e pendências, é muito difícil parar e pensar.” Giovanna continua, dizendo que “quando você reserva um momento do seu dia para se reconectar consigo mesmo e harmonizar seus pensamentos, muita coisa muda. Parece bobo e pouco, mas não é. Quando você coloca na prática, os sintomas são até físicos, você se sente mais leve e mais disposto”.

Febre nas redes sociais

A estudante conta que, ironicamente, conheceu os livros de colorir por meio do TikTok. “Durante algum tempo, minha for you ficou cheia de pessoas pintando e explicando técnicas, e como eu sempre fui uma criança que gostou de pintar e desenhar fiquei intrigada com aquilo e comecei a acompanhar mais conteúdos.” Foi assim que Giovanna comprou o livro, canetas, pincéis e lápis para iniciar o novo hobby off-line. “Eu sinto muita falta de me desconectar às vezes, então, quando vi os desenhos e as pessoas, me senti bastante inspirada e achei que seria uma coisa benéfica para mim”, conta. “Quando começo a pintar, isso me acalma. Para mim, é uma forma de terapia muito benéfica.”

Foi assim que ela conseguiu se desconectar, pelo menos um pouco, das redes sociais. “É por isso que eu uso cada vez menos as redes sociais. Eu era uma pessoa que estava conectada o tempo todo”, explica. Ela diz que, hoje em dia, continua bastante on-line porque seu trabalho pede por isso, mas não mexe nas redes sociais que possui. “Quando chego do trabalho e da faculdade, ou em finais de semana, fico bastante tempo off-line, me conecto com a minha família, com meus gatos, leio livros e pinto os desenhos. Essas coisas são terapêuticas para mim, são momentos de introspecção, em que consigo saber quem eu sou, o que eu quero, consigo também pensar mais e me reconhecer.” Giovanna diz que esse momento é dela e que “as redes sociais não conseguem comprar”.

Com base no relato de Giovanna, o professor Kodato explica que “o excesso de telas está associado ao aumento da ansiedade, e essa exposição contínua a estímulos, informações e pressão social, associados à falta de interação pessoal significativa, pode acarretar fadiga mental e emocional, que pode levar a comportamentos violentos ou autoviolentos”.

Por conta desses impactos, os livros de colorir “podem ajudar as pessoas a retomarem o controle do tempo que gastam em mídias digitais, que acabaram virando um vício”, explica o professor. Mas não é apenas a atividade de colorir que pode contribuir com isso.

“Outras atividades simples do dia a dia, que podem incluir a leitura, caminhadas, práticas esportivas, jardinagem, meditação, escrita criativa em diários ou qualquer hobby criativo podem oferecer excelentes escapes dos estímulos digitais e ajudam a promover o bem-estar e a saúde mental”, conclui Kodato.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:20h • 22 de janeiro de 2026

Conheça os municípios eleitos como os melhores destinos turísticos de São Paulo em 2026

Prêmio Top Destinos Turísticos SP reconhece cidades líderes em 16 categorias e consagra o Circuito das Águas Paulistas como a principal região turística do ano

Descrição da imagem

Educação • 16:36h • 22 de janeiro de 2026

Por que o vestibular de Medicina exige muito mais do que decorar conteúdo

Método, estratégia e preparo emocional definem quem transforma estudo em aprovação ao longo do ano

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 16:09h • 22 de janeiro de 2026

Olhar de Cinema abre inscrições para a 15ª edição e convida cineastas de todo o Brasil e do mundo

Festival Internacional de Curitiba recebe curtas e longas inéditos até 26 de fevereiro e celebra 15 anos como vitrine do cinema independente

Descrição da imagem

Cidades • 15:44h • 22 de janeiro de 2026

Projeto “Semear é Cuidar” promove ação de prevenção ao câncer de mama em Maracaí

Iniciativa voltada às mulheres do campo será realizada no dia 30 de janeiro, com foco em informação, cuidado e acesso à saúde

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 15:13h • 22 de janeiro de 2026

Quatro caminhos que devem redefinir o diagnóstico de doenças e mudar a medicina nos próximos anos

Da inteligência artificial ao sequenciamento genético, avanços ampliam a precisão, aceleram decisões clínicas e impulsionam a medicina personalizada

Descrição da imagem

Variedades • 14:47h • 22 de janeiro de 2026

Túnel da Rota: passagem para fugas em batalhas no século passado vira museu subterrâneo em SP

Espaço histórico sob o Quartel da Luz que ligava quartéis vizinhos integra roteiro de visitas e preserva a memória de conflitos que marcaram São Paulo

Descrição da imagem

Educação • 14:06h • 22 de janeiro de 2026

Aprender jogando: por que os games estão revolucionando a educação no Brasil

Da motivação ao desempenho acadêmico, uso de jogos digitais na educação ganha força, entrega resultados mensuráveis e reforça o papel do professor como mediador do aprendizado

Descrição da imagem

Cidades • 13:40h • 22 de janeiro de 2026

Cursos gratuitos abrem inscrições em Quatá com vagas limitadas em costura avançada e artesanato

Inscrições seguem até 29 de janeiro e contemplam moradores do município com aulas a partir de fevereiro

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar