Responsabilidade Social • 08:30h • 08 de novembro de 2025
Cinco verdades sobre a doação de rim que todos deveriam saber
Estudo reforça que doar um rim é um ato seguro, possível em diferentes idades e que oferece nova chance de vida a pacientes com insuficiência renal
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Doar um rim em vida é um gesto capaz de transformar não apenas a vida de quem recebe, mas também de quem doa. Ainda assim, muitos mitos cercam o tema e acabam afastando possíveis doadores. Especialistas da Mayo Clinic explicam que a doação de rim é um procedimento seguro e amplamente estudado, e que a maioria das pessoas saudáveis pode se tornar doadora.
“Para pessoas com insuficiência renal, receber um rim de um doador em vida é a melhor opção que existe. Quando pessoas saudáveis doam um rim, elas dão a alguém uma segunda chance”, explica a Dra. Carrie Jadlowiec, cirurgiã de transplante na Mayo Clinic em Phoenix. Segundo a especialista, o transplante com doador vivo é mais rápido e proporciona melhor qualidade de vida ao receptor.
A seguir, os cinco mitos mais comuns sobre a doação de rim em vida:
1. Mito: doadores precisam ter saúde perfeita
Os doadores precisam estar em boa saúde, mas não é necessário que sejam “perfeitos”. Pessoas com hipertensão controlada ou diabetes tipo 2 leve podem ser elegíveis. Todos os candidatos passam por avaliação médica e psicológica rigorosa, e na Mayo Clinic, o processo pode ser concluído em um único dia.
2. Mito: pessoas com mais de 50 anos não podem doar
Não há limite máximo de idade para a doação. “Aceitamos doadores a partir dos 18 anos. Avaliamos cada caso individualmente, independentemente da idade”, afirma o Dr. Ty Diwan, cirurgião de transplante na Mayo Clinic em Rochester. Muitos doadores acima de 50 anos têm excelentes resultados e recuperação plena.
3. Mito: é preciso ser parente do receptor
A compatibilidade não depende de laços familiares. Qualquer pessoa pode doar — para parentes, amigos ou até desconhecidos. A doação pode ocorrer de forma pareada (quando doadores e receptores são combinados em cadeias de compatibilidade) ou não dirigida, quando o doador escolhe ajudar alguém aleatoriamente na lista de espera.
4. Mito: doar um rim impede uma vida ativa
Após a cirurgia, a maioria dos doadores retoma as atividades normais em quatro a seis semanas. As técnicas laparoscópicas e robóticas reduzem o tempo de recuperação e o desconforto. Muitos voltam a praticar esportes, como corrida, ciclismo e natação. Ainda assim, é essencial discutir os riscos e cuidados com a equipe médica.
5. Mito: doar um rim reduz a expectativa de vida
Pesquisas mostram que doar um rim não reduz a longevidade. Em muitos casos, os doadores vivem até mais do que a média populacional. “Os doadores são pessoas geralmente saudáveis e continuam mantendo bons hábitos após a cirurgia”, explica a Dra. Shennen Mao, cirurgiã de transplante da Mayo Clinic em Jacksonville, Flórida.
Os especialistas reforçam que o processo de doação é seguro, criterioso e transformador — uma oportunidade de oferecer vida e esperança a quem enfrenta a insuficiência renal.
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