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Ciência e Tecnologia • 18:22h • 22 de dezembro de 2025

Ciência avança e identifica alterações cerebrais ligadas à síndrome de Tourette

Pesquisa inédita aponta redução de interneurônios nos gânglios da base e abre caminho para tratamentos mais precisos

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Mayo Clinic | Foto: Divulgação

Células cerebrais alteradas ajudam a explicar a síndrome de Tourette, aponta estudo
Células cerebrais alteradas ajudam a explicar a síndrome de Tourette, aponta estudo

Um novo estudo conduzido pela Mayo Clinic identificou alterações específicas nas células cerebrais de pessoas com síndrome de Tourette que podem ajudar a explicar a origem dos tiques motores e vocais característicos do transtorno. A pesquisa mostra que indivíduos com a condição apresentam cerca de 50% menos interneurônios, células responsáveis por “frear” sinais excessivos nos circuitos de movimento do cérebro.

O trabalho foi publicado na revista científica Biological Psychiatry e é o primeiro a analisar células cerebrais individuais de pessoas com Tourette, oferecendo uma visão inédita sobre como diferentes tipos de células interagem e contribuem para os sintomas.

Segundo o Ph.D. Alexej Abyzov, cientista em genômica do Centro de Medicina Personalizada da Mayo Clinic e coautor do estudo, os achados representam um avanço importante. “Se entendermos como essas células são alteradas e como se comunicam, podemos intervir mais cedo e de forma mais direcionada”, afirma.

A síndrome de Tourette é um transtorno do neurodesenvolvimento que geralmente se manifesta na infância, causando movimentos e vocalizações involuntárias, como piscadas repetidas, caretas ou pigarro frequente. Embora estudos genéticos já tenham identificado genes associados ao risco da condição, os mecanismos biológicos envolvidos ainda eram pouco compreendidos.

Para aprofundar essa investigação, os pesquisadores analisaram mais de 43 mil células individuais de tecido cerebral post mortem de pessoas com e sem Tourette. O foco foram os gânglios da base, região do cérebro fundamental para o controle do movimento e do comportamento. Em cada célula, a equipe avaliou a atividade dos genes e sinais de estresse e inflamação.

Além da redução expressiva de interneurônios, o estudo identificou respostas de estresse em outros dois tipos celulares. Os neurônios espinhosos médios, responsáveis pela transmissão dos sinais de movimento, apresentaram queda na produção de energia. Já as micróglias, células do sistema imunológico do cérebro, mostraram sinais de inflamação. A relação entre essas alterações sugere uma interação celular que pode estar diretamente ligada aos sintomas da síndrome.

Para a Ph.D. Yifan Wang, coautora do estudo, os dados indicam um processo integrado. “Estamos observando diferentes tipos de células reagindo ao estresse e, possivelmente, se comunicando de maneiras que impulsionam os sintomas”, explica.

Outro ponto relevante é que a origem dessas alterações pode não estar nos genes em si, mas nos mecanismos que regulam quando eles são ativados ou desativados. “Os pacientes com Tourette têm genes funcionais semelhantes aos de outras pessoas, mas a coordenação entre eles parece estar comprometida”, afirma Abyzov.

A próxima etapa da pesquisa será entender como essas alterações se desenvolvem ao longo do tempo e identificar fatores genéticos e regulatórios envolvidos. O estudo contou com colaboração do laboratório da Dra. Flora M. Vaccarino, da Universidade de Yale, reforçando o caráter internacional da investigação.

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