Variedades • 09:32h • 06 de agosto de 2026
Ciclone bomba pode atingir o Sul do Brasil a partir desta quinta; entenda o fenômeno
Sistema pode provocar tempestades, rajadas de vento, granizo e queda acentuada nas temperaturas nos próximos dias
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Brasil | Foto: Arquivo/Âncora1
Um sistema de baixa pressão que começa a atuar entre o norte da Argentina e o Paraguai nesta quinta-feira (6) pode dar origem a um ciclone extratropical com características de ciclone bomba, aumentando o risco de tempestades intensas no Sul do Brasil. Segundo a previsão, o fenômeno deverá se intensificar entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul e provocar mudanças significativas no tempo até sábado (8).
Apesar do nome chamar a atenção, o ciclone bomba não é um tipo diferente de ciclone. A expressão é utilizada quando ocorre uma queda muito rápida da pressão atmosférica, intensificando o sistema e aumentando o potencial para ventos fortes e temporais.
O que caracteriza um ciclone bomba
De acordo com o astrônomo Micael Cecchini, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), o fenômeno acontece quando uma massa de ar muito frio encontra uma massa de ar quente, provocando uma rápida redução da pressão atmosférica.
Para que um ciclone seja classificado cientificamente como uma ciclogênese explosiva, conhecida popularmente como ciclone bomba, a pressão atmosférica precisa cair pelo menos 24 hectopascais (hPa) em um intervalo de 24 horas.
Essa diferença intensa entre as massas de ar favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades mais severas.
Temporais, granizo e ventos intensos estão entre os riscos
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), caso a previsão se confirme, o sistema poderá provocar chuvas intensas, descargas elétricas, queda de granizo e fortes rajadas de vento entre sexta-feira (7) e sábado (8).
As projeções indicam que os ventos mais intensos deverão ocorrer sobre o Oceano Atlântico, onde poderão ultrapassar 100 km/h. Já na faixa litorânea do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, são esperadas rajadas superiores a 60 km/h.
Os maiores impactos devem ocorrer na Região Sul, principalmente nas áreas mais próximas da costa.
Frente fria derrubará as temperaturas
Com o deslocamento do ciclone em direção ao Oceano Atlântico, uma frente fria associada ao sistema avançará sobre a Argentina e o Sul do Brasil.
Na sequência, uma massa de ar frio deverá provocar queda nas temperaturas em diversos municípios da Região Sul e poderá influenciar também áreas do Sudeste e do Centro-Oeste nos dias seguintes.
Meteorologistas recomendam que a população acompanhe a atualização dos avisos oficiais, especialmente quem vive em áreas sujeitas a alagamentos, ventos fortes ou queda de árvores.
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