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Variedades • 17:30h • 26 de dezembro de 2025

ChessGOL quer tirar o xadrez do elitismo e levar o jogo a novos públicos

Aplicativo criado pelo empreendedor Sérgio Batista usa neurociência e linguagem acessível para ensinar estratégia a crianças e adultos

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Rural Press | Foto: Divulgação

ChessGOL aposta em humor e gamificação para democratizar o aprendizado de xadrez no Brasil
ChessGOL aposta em humor e gamificação para democratizar o aprendizado de xadrez no Brasil

Um novo aplicativo brasileiro quer mudar a forma como o xadrez é ensinado e percebido no país. Criado pelo empreendedor Sérgio Batista, o ChessGOL chega ao mercado com a proposta de democratizar o aprendizado do jogo por meio de humor, gamificação e técnicas inspiradas na neurociência, tornando o ensino mais acessível a iniciantes de todas as idades. O lançamento está previsto para setembro no Brasil, com disponibilidade nas lojas Apple Store e Google Play.

A ideia nasceu da experiência de Batista como desenvolvedor de softwares internacionais de xadrez e fundador do portal HumorTadela. Ao observar a dificuldade de engajamento de novos públicos, ele decidiu criar uma plataforma que rompesse com o modelo tradicional, frequentemente visto como técnico, rígido ou elitista. “O xadrez é extremamente poderoso para o desenvolvimento mental, mas ainda é apresentado de uma forma pouco convidativa. A proposta foi criar uma jornada divertida, moderna e estimulante”, afirma.

O ChessGOL utiliza uma metodologia que combina elementos lúdicos, desafios progressivos e recompensas digitais para estimular o raciocínio lógico, a tomada de decisão e o pensamento estratégico. Em vez de focar apenas nos movimentos das peças, o aplicativo incentiva o usuário a antecipar cenários, avaliar riscos e adaptar estratégias, habilidades diretamente ligadas ao cotidiano, ao estudo e ao ambiente profissional.


Um dos diferenciais da plataforma é a adaptação de práticas pedagógicas já utilizadas em países como Índia, Chile e China, onde o xadrez é amplamente empregado como ferramenta educacional. No Brasil, essas referências foram ajustadas com uma linguagem mais leve, humor visual e recursos interativos. O mascote Freddy Frog conduz o aprendizado com orientações, reforço positivo e interações bem-humoradas, ajudando a reduzir a sensação de dificuldade comum entre iniciantes.

A proposta chamou a atenção de empreendedores do ecossistema de inovação. Pompeo Scola, consultor e CEO da Cyclo Agritech, avalia que o aplicativo vai além do entretenimento. “O xadrez desenvolve lógica, visão sistêmica e capacidade de antecipação. Em vários países, essas experiências têm reflexo direto na formação de profissionais mais estruturados e ágeis”, observa.

A gamificação inclui moedas virtuais, níveis de progresso, troféus e desafios amistosos, criando um ambiente de aprendizado contínuo e engajador. Para Batista, o xadrez funciona como uma verdadeira academia para o cérebro. “O jogador precisa analisar, prever consequências e ajustar caminhos em tempo real. Essas competências são transferidas para outras áreas da vida”, explica.

Além do lançamento nacional, o ChessGOL já planeja expansão internacional e a integração de tecnologias como inteligência artificial e realidade aumentada, com o objetivo de personalizar ainda mais a experiência de aprendizagem. A expectativa é que o aplicativo amplie o acesso ao xadrez e contribua para reposicionar o jogo como uma ferramenta contemporânea de educação e desenvolvimento cognitivo.

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