• Vocem é derrotado por 3 a 1 após sofrer gol nos minutos finais
  • Região de Assis registra 5 colisões contra postes em menos de duas semanas
  • Feira da Família em Tarumã terá show de Maylon e Elton na quinta-feira
Novidades e destaques Novidades e destaques

Variedades • 11:08h • 12 de setembro de 2024

Cerrado: bioma é o segundo mais ameaçado no país

Estudo mostra que área perdeu 27% de vegetação nativa em 39 anos

Agência Brasil | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Cerrado perdeu 27% de sua vegetação nativa nos últimos 39 anos, o que representa 38 milhões de hectares.
O Cerrado perdeu 27% de sua vegetação nativa nos últimos 39 anos, o que representa 38 milhões de hectares.

O segundo maior bioma brasileiro também ocupa essa posição (segundo) quando o assunto é ameaça à biodiversidade e aos serviços ecossistemáticos. De acordo com estudo realizado pela Mapbiomas, o Cerrado perdeu 27% de sua vegetação nativa nos últimos 39 anos, o que representa 38 milhões de hectares.

Em toda a cobertura natural do país que sofreu transformação no uso do solo, o bioma, proporcionalmente, só foi menos afetado que o Pampa, que perdeu 28% de vegetação nativa ao longo desses anos.

Também conhecido como savana brasileira, o Cerrado ocupa 25% do território nacional, em 11 estados que se estendem do Nordeste à maior parte do Centro-Oeste, e mantém áreas de transição com praticamente todos os biomas, exceto os Pampas. Pelas características adquiridas no contato com mais quatro ecossistemas (Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga), é considerada a savana mais biodiversa do planeta.

Ao longo desse período, o bioma teve 88 milhões de hectares atingidos pelo fogo, o que causou a perda de 9,5 milhões de hectares. Embora seja mais resiliente aos incêndios, pesquisadores apontam que as mudanças climáticas associadas ao uso indiscriminado do fogo têm ameaçado a integridade de sua cobertura natural. “É essencial implementar políticas públicas que promovam a conscientização, reforcem sistemas de monitoramento e apliquem leis rigorosamente contra queimadas ilegais”, reforça a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Vera Arruda.

O cerrado é um dos cinco grandes biomas do Brasil, cobrindo cerca de 25% do território nacional – Joédson Alves/Agência Brasil

Junto com a cobertura natural do solo, a perda do Cerrado significa perder também a sua enorme capacidade de reter gás carbônico na biomassa de suas longas raízes, de recarregar a água subterrânea e de manter o ciclo hídrico que equilibra o planeta. “Temos observado que as áreas úmidas no Cerrado estão secando. Além disso, a expansão da agricultura sobre essas áreas vêm ocorrendo em algumas regiões no bioma, o que pode afetar o abastecimento hídrico e resultar em escassez de água para a população e para a agricultura, aumentando também a vulnerabilidade a desastres climáticos e à perda de biodiversidade”, alerta Joaquim Raposo, pesquisador do Ipam.

Para se ter uma ideia, de toda a área perdida ao longo dos 39 anos estudados, 500 mil hectares foram de áreas úmidas substituídas principalmente por pastagem. São áreas naturais consideradas fundamentais na manutenção dos recursos hídricos, presentes em 6 milhões de hectares do bioma onde nascem oito das 12 bacias hidrográficas brasileiras.

Neste 11 de setembro, em que é celebrado o Dia do Cerrado, organizações da sociedade civil como os institutos Cerrados, Sociedade População e Natureza, Ipam e WWF Brasil lançaram uma campanha de sensibilização sobre a relevância do bioma e os desafios a serem enfrentados para a sua preservação.

Chamada Cerrado, Coração das Águas, a campanha foi lançada em um site que reúne informações relevantes sobre o bioma, suas características, biodiversidade, povos, turismo e caminhos para a preservação, além de reunir boas histórias dessa “floresta invertida”.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Esporte • 22:23h • 18 de março de 2026

Vocem é derrotado por 3 a 1 após sofrer gol nos minutos finais

Equipe de Assis reage no segundo tempo, mas sofre gol no fim e amarga mais um resultado negativo

Descrição da imagem

Economia • 21:34h • 18 de março de 2026

Petróleo dispara e pode pressionar preços no Brasil nas próximas semanas

Barril do Brent se aproxima dos US$ 110 e já provoca efeitos em combustíveis, alimentos e cadeias logísticas internacionais

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 20:20h • 18 de março de 2026

Jogos online são a principal forma de lazer entre adolescentes no Brasil

Pesquisa com mais de 2,3 milhões de estudantes revela hábitos fora da escola e reforça desafios sobre uso equilibrado da tecnologia

Descrição da imagem

Saúde • 19:31h • 18 de março de 2026

Dormir bem pode aumentar a expectativa de vida em até 4 anos, apontam estudos

Alta incidência de distúrbios do sono no Brasil acende alerta para saúde e reforça papel de hábitos como atividade física regular

Descrição da imagem

Economia • 18:25h • 18 de março de 2026

Mercado Pago recupera R$ 139 milhões em dívidas com estratégia digital de renegociação

Valor mais que dobra em um ano após integração com plataforma da Serasa, que ampliou alcance e facilitou acordos com consumidores

Descrição da imagem

Classificados • 17:31h • 18 de março de 2026

Guyp e LinkedIn: qual a diferença e por que você precisa usar os dois

Enquanto o Guyp foca em processos seletivos estruturados, o LinkedIn se consolida como ferramenta estratégica de visibilidade, networking e posicionamento profissional

Descrição da imagem

Cidades • 17:06h • 18 de março de 2026

Região de Assis registra 5 colisões contra postes em menos de duas semanas

Acidentes já somam 39 ocorrências desde janeiro e deixaram mais de 8 mil clientes sem energia, segundo a Energisa

Descrição da imagem

Policial • 16:48h • 18 de março de 2026

Roubos e furtos de motos caem em janeiro em todo o estado de São Paulo

Redução é atribuída a investigações e ações de inteligência das Polícias Civil e Militar contra quadrilhas e redes de receptação

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar