Educação • 14:13h • 14 de abril de 2026
Censo: 50% de alunos cotistas nas federais concluem graduação
Índice é superior ao registrado entre os não cotistas em universidades
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
O Censo da Educação Superior de 2024, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, mostra que estudantes que ingressam por meio de cotas têm maior taxa de conclusão no ensino superior. Entre eles, 49% conseguem se formar, percentual superior ao dos demais alunos, que é de 42%.
Os dados indicam que as políticas de ações afirmativas têm sido eficazes não apenas para ampliar o acesso, mas também para garantir a permanência e a conclusão dos cursos. A maioria dos alunos que entra no ensino superior por esse sistema consegue se diplomar.
Entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais por meio da reserva de vagas, ampliando a presença de grupos historicamente excluídos. Só em 2024, foram mais de 133 mil estudantes. A maior parte dessas matrículas ocorreu em universidades federais, enquanto uma parcela menor ingressou em instituições da rede federal de educação profissional e tecnológica.
Nos principais programas de acesso ao ensino superior — Sistema de Seleção Unificada, Programa Universidade para Todos e Fundo de Financiamento Estudantil — cerca de 2 milhões de estudantes cotistas já iniciaram cursos de graduação desde a criação dessas políticas.
Pelo Sistema de Seleção Unificada, mais de 790 mil alunos ingressaram em universidades públicas por meio da Lei de Cotas, sendo mais de 300 mil apenas entre 2023 e 2026. O Programa Universidade para Todos, que foi pioneiro na adoção de ações afirmativas, já beneficiou mais de 1,1 milhão de estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência desde 2005. Em 2024, o Fundo de Financiamento Estudantil também passou a reservar vagas para cotistas, garantindo o acesso de quase 30 mil estudantes desses grupos.
A Lei de Cotas passou por atualização em 2023, com a inclusão de vagas específicas para quilombolas e a ampliação do acesso para estudantes de baixa renda, por meio da redução do limite de renda exigido. Também foi mantido o critério de ter cursado todo o ensino médio em escola pública, além da inclusão de escolas comunitárias rurais conveniadas ao poder público.
Os resultados reforçam o impacto positivo das políticas públicas de inclusão no ensino superior, tanto no acesso quanto na permanência e conclusão dos cursos.
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