Mundo • 08:43h • 27 de novembro de 2025
Censo 2022: IBGE atualiza mapa e Brasil registra 65 mil localidades a mais que em 2010
Entre o Censo de 2010 e o 2022, o número de localidades mapeadas saltou de 21.886 para 87.362. A localidade é “todo lugar do Território Nacional onde há um aglomerado permanente de habitantes”
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: DGC/IBGE
De acordo com o IBGE, uma localidade é “todo lugar do território nacional onde há um aglomerado permanente de habitantes”. Com os dados do Censo 2022, o Instituto atualizou o mapeamento das Localidades do Brasil e registrou 87.362 localidades.
O estudo também oferece uma ferramenta de consulta que permite ao usuário verificar a categoria, o nome, a coordenada geográfica e a subordinação político-administrativa de cada localidade. Também é possível baixar os arquivos vetoriais dos pontos mapeados nos formatos .shp, .kml e .gpkg.
O mapeamento das localidades é uma das atividades mais tradicionais e essenciais do IBGE, fundamental para a realização de censos e pesquisas. A nova edição, atualizada com dados de 2022, destaca categorias como: Cidades (Capital Federal, Capitais Estaduais e Sedes Municipais), Vilas, Núcleos Urbanos, Povoados, Lugarejos, Núcleos Rurais, Localidades Indígenas, Localidades Quilombolas, Agrovilas e Outras Localidades.
65 mil localidades a mais que em 2010
Entre 2010 e 2022, o número de localidades mapeadas saltou de 21.886 para 87.362, um crescimento de 65.476 localidades. O aumento ocorreu em todas as categorias e reflete melhorias nas ferramentas de mapeamento e aperfeiçoamentos metodológicos.
Duas novidades se destacam:
- Criação da categoria “Outras Localidades”, que reúne 38.782 pequenos assentamentos com 10 a 49 domicílios. Eles são pequenos demais para formar um Setor Censitário, mas agora passam a ser registrados individualmente.
- Inclusão das “Localidades Quilombolas”, incorporadas graças ao avanço metodológico do Censo 2022, que investigou o pertencimento étnico quilombola em 25 unidades da federação.
A categoria Lugarejos foi a que mais cresceu proporcionalmente, seguida pelas Localidades Indígenas. “Esse avanço está ligado ao uso de imagens de satélite de alta resolução, softwares livres, bancos geoespaciais atualizados e à atualização contínua da Base Territorial”, explica Roberto Tavares, coordenador de Estruturas Territoriais do IBGE.
Segundo ele, uma demanda frequente dos usuários era a busca pela origem natal de pessoas apenas com base no nome da localidade. Com a nova ferramenta, essa consulta se tornou mais simples e precisa. Tavares reforça, porém, que a classificação das localidades não tem valor legal e não define limites político-administrativos.
Do mapa oficial ao lugar onde a vida acontece
O novo produto vai além dos limites definidos por lei e considera como as pessoas vivem, usam e nomeiam os espaços. A categoria “Outras Localidades” amplia a visão sobre pequenos assentamentos com papel social relevante — mesmo que não estejam representados em setores censitários.
Segundo Felipe Leitão, gerente de Malha e Ordenamento Territorial do IBGE, esse detalhamento permite uma leitura mais rica e multiescalar do território brasileiro. “As localidades não existem apenas como categorias geográficas oficiais, mas como espaços de vida e identidade”, afirma.
Diferenças regionais: das metrópoles aos lugarejos
O estudo também evidencia contrastes regionais. As regiões Sudeste e Sul concentram proporcionalmente mais localidades classificadas como urbanas, enquanto Norte e Nordeste reúnem os maiores números absolutos de povoados, lugarejos, localidades indígenas e quilombolas, reforçando o peso do mundo rural nessas áreas.
“Ao detalhar o país em quase 90 mil localidades, o novo mapeamento aproxima a cartografia censitária da vida real. Ele revela um Brasil mais complexo, diverso e visível”, afirma Beatriz Oliveira, geógrafa e analista da publicação.
A ferramenta de consulta atende a múltiplos setores: logística, infraestrutura, turismo, saúde, educação, conservação ambiental e produção acadêmica. Também apoia o desenvolvimento e o monitoramento de políticas públicas, ampliando o conhecimento sobre a ocupação do território brasileiro.
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