• Rota Mogiana deve impulsionar turismo no interior de São Paulo
  • Vocem encara o Grêmio São-Carlense fora de casa neste sábado em busca da primeira vitória na A4
  • Quem tomou dose fracionada da vacina contra febre amarela deve reforçar imunização
Novidades e destaques Novidades e destaques

Mundo • 13:44h • 08 de dezembro de 2025

Censo 2022: 19,2% da população de favelas vivia em ruas só acessíveis a pé, de bike ou moto

O Censo anterior, de 2010, não fez pesquisa específica sobre a urbanização de favelas. O mais recente, de 2022, foi ao detalhe e captou as condições de transporte, coleta de lixo e arborização, entre outras

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Arquivo Âncora1

O IBGE considerou como limitação de capacidade a largura da via e existência de fiação que impede a circulação de veículos
O IBGE considerou como limitação de capacidade a largura da via e existência de fiação que impede a circulação de veículos

O IBGE mostrou que, em 2022, 3,1 milhões de pessoas viviam em favelas e comunidades onde as ruas só podiam ser acessadas a pé, de bicicleta ou moto. Isso representava 19,2% dos moradores desses territórios, enquanto fora deles essa situação atingia apenas 1,4% da população.

A maioria dos moradores de favelas (78,3%) vivia em ruas pavimentadas, mas 21,7% ainda estavam em trechos sem pavimento. Nas demais áreas das cidades, a pavimentação chegava a 91,8%.

Menos da metade dos moradores dessas comunidades (45,4%) vivia em ruas com bueiro ou boca de lobo. Fora das favelas, o índice era maior (61,8%). Já a iluminação pública estava presente em 91,1% das vias dentro das favelas e em 98,5% das demais áreas.

Apenas 5,2% dos moradores de favelas tinham ponto de ônibus ou van no trecho onde viviam — proporção bem menor que nas outras áreas das cidades (12,1%).

No total, o estudo analisou 16,2 milhões de pessoas em 12,3 mil favelas e comunidades, presentes em 656 municípios.

Entre as maiores favelas do país, Rocinha (RJ), Rio das Pedras (RJ) e Paraisópolis (SP) tinham os maiores percentuais de moradores em ruas onde carros e caminhões não conseguem entrar: 81,9%, 71,5% e 59,2%, respectivamente.

O levantamento também mostrou que 62% dos moradores de favelas viviam em ruas onde caminhões e ônibus conseguem circular — índice bem menor do que nas outras áreas (93,4%). Isso afeta diretamente o serviço de coleta de lixo: onde caminhões conseguem chegar, 86,6% dos moradores têm coleta regular; onde não conseguem, cresce o uso de caçambas.

A pavimentação também varia muito entre regiões. Estados como Distrito Federal, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Roraima têm as maiores diferenças entre áreas dentro e fora de favelas. Em algumas capitais, menos da metade das vias em favelas é pavimentada.

O acesso ao esgotamento sanitário também é desigual: dentro das favelas, 67,3% dos moradores em ruas pavimentadas tinham algum tipo de esgotamento; fora delas, eram 83,3%. O Norte tem os piores índices, e o Sudeste, os melhores.

A situação de drenagem (bueiros) também mostra grande desigualdade. Em várias cidades, a maioria dos moradores de favelas vive em ruas sem essa estrutura. São Paulo, por exemplo, tinha 1,6 milhão de pessoas em favelas sem bueiros.

A iluminação pública é mais presente, mas ainda desigual. Estados como Mato Grosso do Sul, Roraima e Amapá têm menos de 75% das ruas iluminadas nas favelas, enquanto no Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Espírito Santo os índices chegam a mais de 97%.

Por fim, o acesso a pontos de ônibus ou van é muito baixo nesses territórios, ficando em apenas 5,2%. Em quase todos os estados, essa infraestrutura é bem mais presente fora das favelas.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 18:25h • 07 de março de 2026

Estudo revela hábito preocupante: brasileiros aprendem a conviver com a dor

Estudo aponta que 37% das pessoas acima de 50 anos convivem com dor crônica, enquanto especialistas alertam para o hábito de normalizar sintomas que indicam problemas de saúde

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 17:09h • 07 de março de 2026

O que você precisa saber antes de fazer uma ressonância magnética

Especialistas alertam para riscos de objetos metálicos e destacam papel do hélio líquido no funcionamento dos equipamentos

Descrição da imagem

Mundo • 16:36h • 07 de março de 2026

Com quantos anos você pode se aposentar? Reforma da Previdência mudou as regras

Ferramentas de cálculo ajudam a entender idade mínima, sistema de pontos e pedágios que definem quando o trabalhador pode parar

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:12h • 07 de março de 2026

Rota Mogiana deve impulsionar turismo no interior de São Paulo

Concessão facilita acesso a estâncias turísticas, vinícolas e à Rota do Café, fortalecendo a economia local e a integração regional

Descrição da imagem

Mundo • 15:34h • 07 de março de 2026

Favelas quase triplicam de tamanho no Brasil em 40 anos, aponta estudo

Levantamento do MapBiomas mostra que áreas ocupadas por favelas cresceram mais rápido que a média das cidades e avançaram também sobre regiões com risco hídrico

Descrição da imagem

Esporte • 15:09h • 07 de março de 2026

Vocem encara o Grêmio São-Carlense fora de casa neste sábado em busca da primeira vitória na A4

Partida da 9ª rodada do Campeonato Paulista será disputada às 19h em São Carlos, com transmissão ao vivo pelo YouTube

Descrição da imagem

Mundo • 15:06h • 07 de março de 2026

Energisa alerta para riscos de acidentes com máquinas agrícolas perto da rede elétrica

Uso de caminhões, tratores e equipamentos de grande porte próximo aos cabos pode provocar acidentes graves e interromper o fornecimento de energia

Descrição da imagem

Saúde • 14:39h • 07 de março de 2026

Quem tomou dose fracionada da vacina contra febre amarela deve reforçar imunização

Especialistas alertam que proteção aplicada em campanha emergencial de 2018 pode estar chegando ao fim

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar