Educação • 15:10h • 21 de agosto de 2026
Cédulas que não viraram dinheiro ganham nova vida em móveis de escola pública de SP
Papel-moeda inutilizado pela Casa da Moeda foi reciclado e transformado em carteiras, cadeiras, armários e outros itens da primeira Escola do Futuro do estado, em São Roque
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Press FC | Foto: Divulgação
Cédulas que seriam descartadas por erros de impressão, corte ou outros defeitos agora fazem parte da rotina de mais de mil estudantes em São Roque (SP). Papel-moeda inutilizado pela Casa da Moeda foi reciclado e transformado em móveis e objetos utilizados na primeira Escola do Futuro do Estado de São Paulo, que iniciou as atividades neste mês de agosto.
O reaproveitamento foi realizado pelo Instituto Tran$forma, parceiro do projeto e responsável pela produção de diferentes peças a partir dos princípios da economia circular. Entre os itens estão carteiras escolares, cadeiras do auditório e dos professores, mesas, armários, móveis da biblioteca, espaços de leitura, espreguiçadeiras, mesa de pingue-pongue e objetos decorativos.
A própria comunicação visual da unidade utiliza material reciclado e reciclável. A proposta incorpora a sustentabilidade ao ambiente frequentado diariamente pelos estudantes, mostrando possibilidades de reaproveitamento de materiais que anteriormente seriam descartados.
De papel-moeda descartado a carteiras escolares
O trabalho é desenvolvido em parceria com a Casa da Moeda e utiliza papel-moeda que não entrou em circulação por apresentar falhas de impressão, corte ou outros defeitos. Em vez do descarte, o material passa por um processo de reaproveitamento para ganhar novas funções.
A iniciativa integra a proposta sustentável da nova unidade, que também aposta em tecnologia e novos ambientes de aprendizagem
Além das tradicionais carteiras e mesas, o material reciclado aparece em diferentes espaços da escola, incluindo biblioteca, mobiliário de apoio, casinhas de descanso e até representações de um dinossauro e do 14 Bis.
Escola recebeu investimento de R$ 40 milhões
Localizada no Distrito de Maylasky, em São Roque, a Escola do Futuro recebeu investimento de R$ 40 milhões, viabilizado pela Desenvolve SP com apoio do Governo do Estado. São 7 mil metros quadrados de área construída e 29 salas de aula.
A estrutura inclui quadra poliesportiva, anfiteatro, laboratório de ciências, biblioteca, sala de arte, espaços de tutoria, sala Maker com impressoras 3D e espaço WIT equipado com computadores e óculos de realidade virtual.
Mais de mil estudantes retornaram às aulas na unidade em 3 de agosto
A escola atende turmas do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e professores, coordenadores e equipe diretiva passaram por formação para utilização das tecnologias e alinhamento das práticas de ensino.
Inteligência artificial, programação e espaço para alunos com TEA
A tecnologia também entra diretamente na programação pedagógica. Os estudantes terão atividades relacionadas a Internet das Coisas (IoT), comunicação digital, inteligência artificial e programação, complementando os sistemas de ensino utilizados pela unidade.
Salas de tutoria foram criadas para estudantes que necessitam de reforço ou acompanhamento em determinadas disciplinas, inclusive com atividades no contraturno.
A estrutura conta ainda com uma Sala Multissensorial destinada especialmente a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), planejada para oferecer condições adequadas de acolhimento, segurança e aprendizagem.
Ao reunir tecnologia de ponta e materiais que ganharam uma segunda vida, a escola transforma a própria estrutura em parte da experiência educacional: enquanto os alunos têm contato com ferramentas ligadas às profissões do futuro, convivem diariamente com exemplos concretos de reciclagem e economia circular.
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