Saúde • 11:06h • 19 de abril de 2026
Casos de vírus sincicial respiratório acendem alerta; entenda
Pelo menos 12 estados e o DF apresentam tendência de aumento
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) neste mês aponta cenário de alerta, alto risco ou risco para casos graves de síndromes gripais em 18 estados e no Distrito Federal. Pelo menos 13 dessas unidades apresentam tendência de crescimento nas notificações nas próximas semanas.
Entre os dias 29 de março e 4 de abril, os dados indicam que 40,8% dos casos positivos foram de rinovírus, responsável pela maioria dos resfriados comuns. Já a Influenza A respondeu por 30,7% das infecções, enquanto o vírus sincicial respiratório (VSR) representou 19,9%.
O Ministério da Saúde destaca que o VSR é um vírus comum, capaz de infectar pessoas de todas as idades, mas com maior impacto em bebês, idosos e indivíduos com o sistema imunológico comprometido. A circulação do vírus costuma aumentar em determinadas épocas do ano, podendo provocar desde quadros leves até infecções respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave.
Altamente contagioso, o VSR atinge o trato respiratório e é uma das principais causas de bronquiolite em crianças menores de 2 anos, sendo responsável por um número significativo de internações.
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou a indicação da vacina Arexvy, que passou a ser recomendada também para adultos a partir de 18 anos. O imunizante, disponível na rede privada, é voltado à prevenção de doenças do trato respiratório inferior causadas pelo vírus. Inicialmente, a vacina era indicada apenas para pessoas com 60 anos ou mais.
A transmissão do VSR ocorre principalmente por gotículas respiratórias e pelo contato com superfícies ou secreções contaminadas, como ao tocar objetos infectados e levar as mãos aos olhos, nariz ou boca, além do contato próximo com pessoas infectadas.
Os sintomas costumam ser semelhantes aos de um resfriado, incluindo coriza, tosse, espirros, febre, congestão nasal e chiado no peito. Em casos mais graves, podem surgir dificuldade para respirar, perda de apetite, coloração azulada da pele ou lábios e alterações no estado de consciência. Em bebês, o vírus pode causar bronquiolite, com inflamação das pequenas vias aéreas dos pulmões.
Os grupos mais vulneráveis incluem crianças menores de 2 anos, especialmente abaixo de 6 meses, bebês prematuros, pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares crônicas, indivíduos com condições neurológicas, síndrome de Down ou alterações nas vias aéreas, além de idosos e imunossuprimidos.
O diagnóstico costuma ser clínico, com base nos sintomas e histórico do paciente, mas pode ser confirmado por exames laboratoriais em casos mais graves.
Não há tratamento específico para o VSR. O cuidado é baseado no suporte ao paciente, com hidratação, controle da febre, lavagem nasal e, em situações mais graves, internação e uso de oxigênio.
Medidas simples ajudam a prevenir a infecção, como lavar as mãos com frequência, evitar contato com pessoas doentes, higienizar superfícies, manter ambientes ventilados e evitar aglomerações, especialmente para bebês e idosos. A amamentação e a manutenção da vacinação em dia também são importantes formas de proteção.
O Sistema Único de Saúde oferece vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, permitindo a transferência de anticorpos ao bebê ainda na gestação, o que reduz o risco de formas graves nos primeiros meses de vida.
Além disso, bebês com maior risco podem receber anticorpos monoclonais para proteção contra o vírus. O palivizumabe, aplicado mensalmente durante o período de maior circulação, está sendo gradualmente substituído pelo nirsevimabe, que oferece proteção mais prolongada com apenas uma dose. No SUS, o novo medicamento será destinado a prematuros e crianças com condições específicas, nascidos a partir de fevereiro de 2026.
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