Economia • 14:13h • 05 de junho de 2026
Cartilha traduz “economês” e ajuda brasileiros a entender juros, crédito e dívidas
Material lançado pela Fenae explica de forma simples temas como taxa Selic, cartão de crédito, empréstimos e consignado
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Fenae | Foto: Arquivo/Âncora1
Juros, crédito consignado, taxa Selic, cartão de crédito e financiamento ainda fazem parte da rotina financeira de milhões de brasileiros, mas boa parte da população continua tendo dificuldade para entender como esses mecanismos realmente funcionam no dia a dia. Em meio ao crescimento do endividamento das famílias, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) lançou uma cartilha que tenta justamente aproximar o chamado “economês” da realidade dos consumidores.
A publicação “Juros sem economês”, disponibilizada nesta semana pela entidade em parceria com a Contraf-CUT e com dados técnicos do Dieese, reúne explicações simples sobre temas financeiros que costumam gerar dúvidas na hora de contratar empréstimos, utilizar cartão de crédito ou renegociar dívidas.
Segundo a Fenae, o objetivo é ajudar trabalhadores e consumidores a compreender melhor contratos bancários, comparar condições de crédito e evitar situações de superendividamento. Atualmente, o índice de endividamento das famílias brasileiras já ultrapassa 80%, segundo dados citados pela entidade.

Cartilha explica juros e armadilhas do crédito
O material aborda desde conceitos mais conhecidos, como financiamento e cartão de crédito, até termos que costumam aparecer em notícias econômicas e contratos bancários, como taxa Selic, spread bancário e crédito consignado.
A proposta da publicação é justamente traduzir essas expressões para uma linguagem mais próxima da realidade das famílias brasileiras, mostrando como pequenas decisões financeiras podem impactar diretamente o orçamento doméstico.
Segundo o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, o acesso ao crédito pode ser importante, mas exige informação e planejamento para não se transformar em problema financeiro.
Educação financeira ganha espaço
A iniciativa também surge em um momento de ampliação das discussões sobre renegociação de dívidas e acesso ao crédito no país, principalmente após programas como o Desenrola Brasil e a expansão do crédito consignado privado.
Além de explicar conceitos financeiros, a cartilha reforça a importância da educação financeira como ferramenta para ajudar consumidores a entender melhor juros, parcelas, contratos e impactos do endividamento no longo prazo.
O material está disponível gratuitamente no portal da Fenae e pode ser acessado por qualquer pessoa interessada em compreender de forma mais simples como o sistema de crédito afeta o orçamento do dia a dia.
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