Saúde • 18:25h • 11 de abril de 2026
Campeão de jiu-jitsu usa canabidiol para acelerar recuperação e manter ritmo de treinos
Uso de CBD cresce entre atletas e já é permitido no esporte quando não há presença de substâncias psicoativas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
O campeão paranaense de jiu-jitsu Rhian Galdino, de 23 anos, passou a incluir o canabidiol (CBD) na rotina de treinos como estratégia para melhorar a recuperação muscular e sustentar o alto rendimento. A prática, que já é adotada por outros atletas, é permitida no esporte desde que o produto utilizado seja isolado e sem presença de THC, substância com efeito psicoativo.
Com rotina intensa de preparação física e competições, Rhian busca reduzir o impacto do desgaste acumulado após os treinos. Segundo o atleta, o uso do CBD contribui para diminuir dores, melhorar o descanso e permitir retorno mais rápido às atividades no tatame, o que influencia diretamente na constância e no desempenho ao longo da temporada.
O momento esportivo reforça essa fase de evolução. Em 2026, o atleta conquistou o título do Campeonato Paranaense de Jiu-Jitsu na categoria adulto faixa roxa, meio-pesado, resultado que consolida seu crescimento no cenário competitivo.
Recuperação vira foco no jiu-jitsu e CBD ganha espaço entre atletas
De acordo com o médico clínico-geral Adam Alborta, o uso do canabidiol no esporte segue critérios técnicos e deve ser feito com acompanhamento profissional. Ele explica que, no caso de atletas, o CBD é utilizado em formulações controladas e com dosagens individualizadas, definidas conforme fatores como peso, intensidade dos treinos e necessidades clínicas específicas.
Entre os efeitos mais associados ao uso do CBD na prática esportiva estão a ação anti-inflamatória, que ajuda a reduzir microlesões musculares comuns em treinos intensos, e o efeito analgésico, que contribui para o alívio de dores no pós-treino. Além disso, há relatos de melhora na qualidade do sono e redução da ansiedade, dois fatores que influenciam diretamente na recuperação física e no desempenho competitivo.
Esses efeitos, segundo o especialista, permitem que o atleta retorne aos treinos em menor tempo e com menor risco de lesões, algo essencial em modalidades como o jiu-jitsu, que exigem repetição constante de esforço físico e resistência ao longo das sessões.
Na comparação com métodos tradicionais, o canabidiol surge como uma alternativa que atua de forma mais abrangente no organismo. Enquanto recursos como gelo, massagens ou suplementação costumam ter efeito pontual, o CBD age no sistema endocanabinoide, responsável por regular funções como dor, inflamação e equilíbrio fisiológico.
Outro ponto destacado é a possibilidade de uso prolongado com menor risco de efeitos colaterais quando comparado a anti-inflamatórios convencionais, que podem causar impactos gastrointestinais e sobrecarga hepática quando utilizados de forma contínua.
A presença do canabidiol na rotina de atletas também reflete uma mudança mais ampla no esporte de alto rendimento, com maior busca por soluções que combinem desempenho, recuperação e cuidado com o corpo a longo prazo.
Segundo Michele Farran, jiu-jiteira e sócia da Cannabis Company, empresa que atua com cannabis medicinal, essa transição acompanha a necessidade de métodos mais equilibrados dentro do esporte. A empresa patrocina Rhian Galdino e outros atletas desde sua abertura, em 2025, em Curitiba.
Uso de canabidiol cresce no esporte e já faz parte da rotina de atletas. Michele Farran | Foto: Adriano Sann
Para o atleta, o uso do CBD se tornou parte da estratégia de preparação. Ele afirma que o suporte contribui para manter a regularidade nos treinos e melhorar a performance ao longo das competições, em um cenário onde recuperação eficiente é tão importante quanto a própria execução técnica.
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