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Gastronomia & Turismo • 16:10h • 15 de novembro de 2025

Caminhos do Peabiru: Governo de SP discute projeto para criar rotas temáticas no estado

Evento em Botucatu reunirá pesquisadores, lideranças indígenas e gestores públicos para discutir a rota indígena e seus potenciais turísticos

Agência SP | Foto: Cristiano Vieira / Mundo Cuesta

Três Pedras, um dos atrativos do Caminho do Peabiru, em Bofete.
Três Pedras, um dos atrativos do Caminho do Peabiru, em Bofete.

Botucatu, no interior de São Paulo, sediará nos dias 10 e 11 de novembro o 1º Seminário Paulista dos Caminhos do Peabiru, encontro que reunirá pesquisadores, representantes da comunidade indígena e gestores públicos para debater as mais recentes descobertas sobre a rota ancestral indígena que cruzava a América do Sul.

O evento, promovido pela Secretaria de Turismo e Viagens do Estado (Setur-SP), em parceria com os municípios de Botucatu, São Manuel, Bofete e Pardinho, o Consórcio Polo Cuesta e a Rede Brasileira de Trilhas, propõe a integração da ciência, ancestralidade e políticas públicas em torno da valorização do patrimônio cultural e natural do Peabiru.

Em Botucatu a rota simbólica já é reconhecida por visitantes e acadêmicos que estudam o Peabriu. Ao todo, 16 cidades paulistas estão no processo de levantamento de dados históricos e científicos com a comunidade local e acadêmica. Acredita-se que o Caminho do Peabiru tenha sido utilizado pelos guaranis antes da chegada dos europeus. A rede de trilhas, construída por povos indígenas sul-americanos, ligava o Oceano Atlântico ao Pacífico, atravessando Brasil, Paraguai, Bolívia e Peru. O nome deriva da expressão tupi-guarani tape avirú, que significa “caminho gramado amassado”.

Projeto turístico e integração regional

Com base em estudos e pesquisas, o Governo de São Paulo busca o desenvolvimento de um projeto de valorização histórica, cultural e turística inspirado no Peabiru com a criação de rotas temáticas pelo Estado, que ofereçam experiências que unam história, cultura, natureza, espiritualidade e interação com comunidades locais.

O projeto enaltece o legado cultural indígena e reconhece os saberes e a presença destas comunidades, fundamentais para a preservação da memória e da formação cultural do país. A Setur-SP mantém articulação com os governos do Paraná, que pesquisa o tema desde 2005 e hoje envolve 84 municípios, e de Santa Catarina, onde o trajeto do Peabiru passa por cerca de 15 cidades. A Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso e a Fundação Florestal também são parceiras da iniciativa, que busca integrar esforços de conservação ambiental e turismo sustentável.

Pesquisas e novas frentes

As primeiras visitas técnicas ocorreram na Região da Cuesta Paulista, envolvendo Botucatu, Bofete e Pardinho, onde já existe integração entre o trade turístico, guias, agências, gestores municipais e universidades. Entre os estudos, destaca-se o trabalho do pesquisador da USP Gabriel Tonin, autor de “Limites e Possibilidades do Turismo no Caminho do Peabiru na Região de Botucatu” e “Desconstrução e (re)construção de narrativas indígenas no território de Botucatu, SP: articulando turismo e patrimônio sob uma ótica decolonial”.

O projeto também avança pelo Vale do Ribeira, nos municípios de Cananéia, Jacupiranga, Eldorado, Iporanga e Apiaí, região apontada por historiadores como possível ponto de origem das rotas do Peabiru em território paulista.

Outras frentes de levantamento estão em andamento em São Vicente, Santos, Cubatão e Ribeirão Pires — com destaque para a Vila de Paranapiacaba, onde pesquisadores produziram o documentário “De Paranapiacaba ao Peabiru”, que investiga as conexões históricas e culturais do tema.

Novas coletas de dados também estão sendo realizadas em Sorocaba, Salto, Itu, Juquitiba e São Lourenço da Serra, ampliando o diálogo entre pesquisa científica e saberes ancestrais.

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