Variedades • 18:28h • 07 de agosto de 2026
Calvície vem da mãe ou do pai? Especialistas explicam como a genética influencia a queda de cabelo
Médicos esclarecem os principais mitos sobre a alopecia androgenética e reforçam que o diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da AFonte Comunica | Foto: Arquivo/Âncora1
"Meu pai é careca. Isso significa que eu também vou ficar?" A dúvida acompanha milhões de homens e mulheres e alimenta um dos mitos mais conhecidos sobre a calvície: o de que ela seria herdada apenas pelo lado materno da família. Segundo especialistas, porém, a genética da alopecia androgenética é muito mais complexa e envolve características herdadas tanto da mãe quanto do pai.
Considerada a forma mais comum de perda capilar, a alopecia androgenética tem forte influência genética, mas não depende de um único gene nem determina, sozinha, que uma pessoa desenvolverá calvície ao longo da vida.
Predisposição genética não significa certeza
De acordo com o dermatologista e tricologista Hudson Dutra Rezende, um dos genes mais estudados relacionados à alopecia está localizado no cromossomo X, o que contribuiu para a crença de que a condição seria transmitida apenas pela mãe. Entretanto, os estudos atuais mostram que a doença é poligênica.
Segundo o especialista, diversos genes herdados de ambos os lados da família participam desse processo. Assim, ter pai, mãe, avós ou outros parentes com histórico de calvície aumenta a predisposição, mas não representa uma certeza de que a condição irá se manifestar.
Os primeiros sinais costumam aparecer ainda na juventude
Os primeiros indícios geralmente surgem entre os 20 e 30 anos, embora possam aparecer antes ou somente décadas depois.
Entre os principais sinais estão o afinamento progressivo dos fios, aumento da queda diária, diminuição da densidade capilar e o aparecimento das chamadas entradas.
Os especialistas alertam que esses sintomas merecem avaliação médica, principalmente quando evoluem de forma contínua.
Nem toda queda de cabelo é calvície
Embora a alopecia androgenética seja a principal causa da perda de cabelo, ela não é a única.
Alterações hormonais, doenças do couro cabeludo, alopecia areata, tração causada por penteados, tricotilomania, estresse intenso, uso de determinados medicamentos, deficiência nutricional, radioterapia e até mudanças relacionadas ao uso ou interrupção de anticoncepcionais podem provocar queda capilar.
Por isso, identificar corretamente a causa é considerado o primeiro passo para definir o tratamento mais adequado.
Quanto antes começar o tratamento, melhores costumam ser os resultados
Hudson Dutra Rezende destaca que o diagnóstico precoce permite retardar a evolução da alopecia por meio de tratamentos individualizados, aumentando as chances de preservar os fios existentes por mais tempo.
Quando a perda capilar já se tornou definitiva, uma das alternativas é o transplante capilar.
Segundo o médico cirurgião Thiago Bianco Leal, o procedimento consiste na retirada de folículos de áreas doadoras, normalmente na parte posterior e lateral da cabeça, para implantação nas regiões afetadas pela calvície.
Como esses fios mantêm suas características genéticas, continuam crescendo normalmente após o transplante.
O especialista explica que o procedimento costuma ser associado ao tratamento clínico para preservar os cabelos remanescentes e proporcionar um resultado mais natural e duradouro.
Avaliação médica faz diferença
Os médicos reforçam que pessoas com histórico familiar de calvície ou que percebam queda persistente e afinamento dos fios não devem esperar o agravamento do quadro para procurar atendimento.
Quanto mais cedo ocorre a avaliação especializada, maiores são as possibilidades de controlar a progressão da alopecia e escolher a estratégia de tratamento mais adequada para cada paciente.
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