Ciência e Tecnologia • 17:22h • 07 de fevereiro de 2026
Cada vez menos cometa: Jatos, rotação e estrutura frontal em vácuo complicam as explicações do 3I/ATLAS
Registros recentes do astrofotógrafo Ray mostram um objeto extremamente ativo, com jatos múltiplos, rotação evidente e uma estrutura frontal incomum
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Capa/Ilustração
Novas observações independentes reacenderam o debate em torno do 3I/ATLAS e elevaram o nível de estranhamento sobre o objeto interestelar que atravessa o nosso Sistema Solar. Entre a madrugada de sexta-feira, 6, e sábado, 7 de fevereiro de 2026, o astrofotógrafo Ray, conhecido por documentar cometas, asteroides e fenômenos espaciais com rigor técnico, divulgou uma sequência de imagens e análises que apontam para um comportamento cada vez mais distante do que se espera de um cometa convencional.
Utilizando longas exposições, alinhamento específico do objeto e técnicas de redução de ruído, Ray conseguiu registrar o 3I/ATLAS com alto nível de detalhe, revelando uma atividade intensa e contínua. As imagens mostram jatos visíveis ao redor do objeto, alguns mais evidentes, outros surgindo e desaparecendo ao longo da sequência, sugerindo um sistema dinâmico em constante reorganização.
Imagem: Reprodução/YouTube
Um dos pontos que mais chamou atenção foi a velocidade e o brilho do 3I/ATLAS. Mesmo estando a uma distância comparável à região próxima a Júpiter, o objeto permanece surpreendentemente luminoso. Segundo Ray, caso o núcleo tivesse apenas alguns quilômetros de diâmetro, esse nível de brilho não poderia ser explicado apenas pela reflexão da luz solar, levantando a possibilidade de um processo energético interno, ainda não compreendido.
As imagens também evidenciam rotação
O objeto parece girar enquanto emite jatos ativos, criando um padrão visual que se repete ao longo do tempo. Esse comportamento reforça a percepção de que não se trata de uma liberação caótica de material, típica de corpos gelados, mas de um sistema organizado, ativo e persistente.
Outro detalhe considerado altamente incomum é a presença de uma região frontal escura e aparentemente “vazia” à frente do 3I/ATLAS. Após a remoção das estrelas do campo e o alinhamento do objeto, surge uma espécie de arco ou cavidade, como se o objeto estivesse empurrando o meio ao seu redor durante o deslocamento. Ray compara essa estrutura ao efeito observado em objetos que se movem em alta velocidade, criando uma zona de rarefação à frente, algo que não costuma ser associado a cometas tradicionais.
A sequência tratada também mostra o 3I/ATLAS cruzando visualmente o campo de uma galáxia ao fundo. Embora não exista qualquer interação física entre eles, a composição das imagens permite acompanhar com clareza a trajetória do objeto ao longo do céu, reforçando a percepção de deslocamento rápido e bem definido.
Imagem: Reprodução/YouTube
Ray é cuidadoso ao afirmar que parte dos jatos observados pode sofrer influência do processamento de imagem e ressalta que cada detalhe deve ser analisado com cautela. Ainda assim, ele próprio admite que o conjunto das imagens é intrigante demais para ser ignorado. Para ele, o 3I/ATLAS já não se encaixa confortavelmente na definição clássica de cometa interestelar e passa a se comportar mais como um objeto interestelar ativo, cuja natureza permanece em aberto.
Esse novo conjunto de registros se soma a uma lista crescente de anomalias já associadas ao 3I/ATLAS, como emissão incomum de materiais, geometria organizada dos jatos, mudanças consistentes de comportamento ao longo da trajetória e agora uma possível estrutura frontal associada ao movimento. Tudo isso ocorre em meio a um silêncio quase absoluto das grandes agências espaciais, que não têm divulgado novas imagens nem análises detalhadas do objeto há meses.
Imagem: Reprodução/YouTube
Enquanto isso, o acompanhamento mais consistente do 3I/ATLAS segue vindo de astrônomos e astrofotógrafos independentes, que investem em equipamentos próprios, técnicas avançadas de processamento e observações contínuas. As imagens divulgadas por Ray reforçam a sensação de que algo fora do comum está sendo observado, e que reduzir o 3I/ATLAS a um simples cometa pode já não ser suficiente para explicar o que está sendo documentado.
O debate permanece aberto. Não há confirmação de origem artificial, nem conclusões definitivas. Mas, a cada nova sequência de imagens, o 3I/ATLAS se afasta do comportamento esperado de um corpo natural conhecido e se aproxima de um território ainda pouco explorado pela ciência planetária.
Assista ao vídeo completo com a análise de Ray
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