• Onda de calor atingirá 4 estados; Inmet alerta para riscos à saúde
  • Problemas no coração de cães atingem até 10% dos atendimentos e ainda geram dúvidas entre tutores
  • Acidente leve em rotatória de Assis expõe riscos em travessia na Avenida Abílio Nogueira Duarte
  • Quer ver cinema brasileiro de graça? Confira a agenda do Cine Fema em Assis
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 17:07h • 12 de janeiro de 2026

Butantan esclarece cinco mitos sobre escorpiões que podem aumentar o risco de picada

Uso de produtos químicos, plantas ou práticas caseiras não funciona e pode agravar acidentes, alerta o instituto

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Instituto Butantan/Divulgação

Combate errado a escorpiões pode piorar infestação, alerta Instituto Butantan
Combate errado a escorpiões pode piorar infestação, alerta Instituto Butantan

Os acidentes com escorpiões seguem em alta no Brasil e são cercados por mitos que, em vez de ajudar, aumentam o risco de picadas e dificultam o controle do animal. Em 2024, os escorpiões responderam por 198 mil dos 337 mil acidentes com animais peçonhentos registrados no país, segundo o Ministério da Saúde. No estado de São Paulo, foram 42 mil ocorrências no período. Diante desse cenário, o Instituto Butantan esclarece os principais equívocos sobre o combate ao aracnídeo e reforça orientações oficiais de prevenção.

A presença cada vez maior de escorpiões em áreas urbanas está ligada à adaptação da espécie ao ambiente das cidades, onde encontra alimento, como baratas, água e abrigo. Eles costumam se esconder em locais escuros e entram nas residências por ralos, tubulações, calhas e caixas de fiação sem vedação, inclusive em andares altos de prédios.

Segundo o aracnólogo Paulo Goldoni, tecnologista do Laboratório de Coleções Zoológicas do Butantan, a desinformação ainda é um dos principais fatores que contribuem para o aumento dos acidentes.


1. Produtos químicos e inseticidas não afastam escorpiões

O uso de vinagre, água sanitária, inseticidas ou pesticidas não é eficaz contra escorpiões. Além de não haver comprovação científica de eficiência em ambientes reais, esses produtos podem fazer com que o animal saia do esconderijo e se espalhe para outros locais da casa, elevando o risco de acidentes.

Outro ponto de atenção é que o estresse provocado pelos químicos pode favorecer a reprodução por partenogênese, quando a fêmea se reproduz sem fecundação. Cada reprodução pode gerar ao menos 20 filhotes, acelerando a proliferação.

A recomendação é eliminar possíveis abrigos, como entulhos e materiais de construção, reduzir a presença de baratas, instalar telas em ralos e evitar a eliminação de predadores naturais, como saruês e aves.

2. Não passe substâncias na picada nem faça torniquete

Práticas populares, como aplicar “garrafadas”, sugar o veneno ou fazer torniquete, não têm eficácia e podem agravar o quadro clínico. A orientação correta é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediato. Se possível, o animal deve ser fotografado ou levado ao serviço de saúde, sem risco para a vítima. A automedicação não é indicada.

3. Caixas de ovos não funcionam como armadilhas

Bandejas de ovos são usadas apenas por profissionais treinados para o transporte seguro de escorpiões vivos, como ocorre no biotério do Instituto Butantan. O material não deve ser utilizado pela população como armadilha caseira, pois não controla a infestação e pode provocar acidentes.

4. Não existem plantas que repelem escorpiões

Alecrim, arruda, lavanda ou citronela não afastam escorpiões. Não há comprovação científica de repelentes naturais contra o aracnídeo, que habita diferentes biomas e ambientes. A associação entre plantas e escorpiões ocorre apenas em casos específicos, sem relevância médica.

5. Galinhas não são solução para o controle

Apesar de serem predadoras naturais, as galinhas não são eficazes no controle urbano de escorpiões, já que têm hábitos diurnos, enquanto o aracnídeo é noturno. Além disso, a criação de aves em áreas urbanas exige autorização e pode gerar outros riscos sanitários, como a proliferação do mosquito-palha, transmissor da leishmaniose.


Encontrei um escorpião, o que fazer

A Secretaria de Estado da Saúde orienta que o animal nunca seja manipulado com as mãos, mesmo com luvas. Caso a pessoa se sinta segura, a captura deve ser feita com equipamentos de proteção, utilizando pinça longa ou graveto, colocando o escorpião em recipiente plástico liso e com tampa perfurada. O ideal é encaminhá-lo ao Centro de Controle de Zoonoses do município. Confira as orientações completas aqui.

Se não for possível capturá-lo, o animal pode ser eliminado com objeto rígido e longo. Mesmo morto, não deve ser descartado no lixo comum e pode ser encaminhado para análise e registro.

Para o Butantan, o registro dos casos é essencial. A notificação contribui para o mapeamento das áreas de risco e para o aprimoramento das estratégias de prevenção e controle, reduzindo a incidência de acidentes e complicações graves. Acesse o Manual de Controle aqui.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Saúde • 10:03h • 23 de abril de 2026

Natação se destaca como melhor exercício para fortalecer o coração

Pesquisa indica que atividade aquática pode trazer mais benefícios cardíacos que a corrida, além de ser opção com menor impacto

Descrição da imagem

Economia • 09:42h • 23 de abril de 2026

Energia solar em Itaipu tem potencial para dobrar capacidade da usina

Binacional estuda novas fontes renováveis para geração elétrica

Descrição da imagem

Saúde • 09:00h • 23 de abril de 2026

Alopecia exige diagnóstico precoce e tratamento individualizado, alertam especialistas

Queda de cabelo pode ter diferentes causas e impactos emocionais, reforçando a importância de avaliação médica

Descrição da imagem

Mundo • 08:41h • 23 de abril de 2026

Arsesp define novas regras para facilitar quitação de débitos de água e esgoto

Medida limita encargos, amplia formas de pagamento e protege o consumidor do aumento excessivo de dívidas

Descrição da imagem

Educação • 08:19h • 23 de abril de 2026

Universitários podem participar de processo seletivo de transferência para a USP

Processo seletivo é aberto a alunos regularmente matriculados em cursos de graduação de qualquer instituição de ensino superior; inscrições vão até o dia 5 de maio

Descrição da imagem

Cidades • 08:05h • 23 de abril de 2026

Curso de defesa pessoal para mulheres reúne técnicas de artes marciais em Pedrinhas Paulista

Atividade promovida pela Prefeitura aconteceu em dois dias e teve aulas de karatê, muay thai e jiu-jitsu

Descrição da imagem

Variedades • 07:17h • 23 de abril de 2026

Onda de calor atingirá 4 estados; Inmet alerta para riscos à saúde

Aviso de grande perigo está em vigor até sábado (25)

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 19:33h • 22 de abril de 2026

Problemas no coração de cães atingem até 10% dos atendimentos e ainda geram dúvidas entre tutores

Especialista esclarece mitos e sinais de alerta que podem indicar cardiopatias e reforça importância do diagnóstico precoce

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar