Saúde • 07:57h • 27 de novembro de 2025
Butantan desmente 10 Fake News sobre a vacina do HPV
Vacina previne contra vários tipos de câncer, não causa doenças e é indicada para meninas e meninos acima de 9 anos para evitar problemas futuros
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do Butantan | Foto: Arquivo Âncora1
A vacina contra o HPV é uma das formas mais eficazes de prevenir vários tipos de câncer em homens e mulheres, como os de colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e garganta. No Brasil, ela é oferecida gratuitamente pelo SUS em dose única para jovens de 9 a 19 anos, fase em que a proteção é maior. Grupos com condições especiais, como pessoas imunossuprimidas e vítimas de violência sexual, podem receber o imunizante até os 45 anos.
Segundo especialistas, a vacina é segura, eficaz e feita com partículas que não causam infecção, apenas estimulam o sistema imunológico. Estudos mostram que ela tem alto benefício, não incentiva o início da vida sexual e não causa câncer, infertilidade, doenças neurológicas, trombose nem outros problemas de saúde. Pelo contrário: reduz o risco de diversos tumores associados ao HPV.
A OMS e a Anvisa reforçam que a vacinação é segura e essencial para prevenir doenças graves. Homens também devem se vacinar, já que o vírus pode causar câncer de pênis, ânus, orofaringe e verrugas genitais.
Para combater fake news, especialistas destacam: a vacina funciona com dose única, não contém alumínio em quantidade prejudicial e não prejudica a fertilidade. Reações alérgicas graves são extremamente raras e tratáveis.
A imunização precoce é fundamental para reduzir casos e mortes, especialmente porque o HPV é altamente comum e pode evoluir para câncer quando não prevenido.
10 Fake News desmentidas
1. “A vacina incentiva o início da vida sexual”
FALSO. Não existe qualquer estudo que comprove que a vacinação contra o HPV leva adolescentes a iniciar a vida sexual mais cedo. Essa ideia não tem base científica nem estatística. A vacina é um ato de proteção, não de incentivo ao comportamento sexual. Seu objetivo é evitar infecções que podem causar câncer e outras doenças graves na juventude e na vida adulta.
Como crianças e adolescentes não têm autonomia para decidir sobre a própria saúde, cabe aos pais garantir essa proteção. A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenir casos que podem, no futuro, resultar em sequelas, amputações e até mortes.
2. “A vacina causa câncer”
FALSO. A função da vacina é justamente o contrário: prevenir o câncer.
O HPV pode levar a tumores no colo do útero, vagina, vulva, pênis, ânus e orofaringe. Os tipos 16 e 18 do vírus estão entre os mais agressivos.
A vacina utiliza uma tecnologia segura baseada em Partículas Semelhantes ao Vírus (VLPs) — estruturas vazias, sem DNA, incapazes de causar infecção. Elas apenas treinam o sistema imunológico a reconhecer o vírus real no futuro, garantindo proteção eficaz.
3. “A vacina não é segura para crianças e adolescentes”
FALSO. A segurança da vacina é amplamente comprovada. Crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos, inclusive, apresentam a melhor resposta imunológica após a vacinação.
O imunizante faz parte do Calendário Nacional de Vacinação desde 2014, é aprovado pela Anvisa e é monitorado de forma contínua pelos órgãos de vigilância sanitária. No documento Janeiro Verde, a própria agência afirma que o produto é seguro, eficaz e rigidamente fiscalizado.
4. “A vacina tem muito alumínio e faz mal”
FALSO. A quantidade de alumínio presente na vacina é mínima, segura e regulamentada pela Anvisa.
O alumínio é utilizado em diversas vacinas há décadas como adjuvante, uma substância que melhora a estabilidade e a eficácia do imunizante. Essa quantidade é tão pequena que não representa risco para a saúde.
Além disso, o ser humano consome diariamente doses muito maiores de alumínio em alimentos e na água, sem qualquer dano.
5. “Dose única protege menos”
FALSO. Estudos recentes e recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que uma dose é suficiente para garantir proteção forte, duradoura e comparável ao esquema antigo de duas doses.
Por isso, em 2024, o Ministério da Saúde adotou oficialmente o esquema de dose única para ampliar a cobertura vacinal.
O SUS oferece a vacina gratuitamente para meninas e meninos de 9 a 19 anos. Outros grupos também têm direito, como pessoas vivendo com HIV, pacientes oncológicos, transplantados, vítimas de abuso sexual e usuários de PrEP, entre 9 e 45 anos.
6. “O HPV só causa câncer em mulheres; homens não precisam da vacina”
FALSO. O vírus também atinge homens e pode causar câncer de pênis, ânus e garganta, além de verrugas genitais.
Um estudo publicado em 2023 na revista The Lancet Global Health mostrou que quase 1 em cada 3 homens acima de 15 anos está infectado por algum tipo de HPV.
Vacinar meninos protege não apenas a saúde deles, mas quebra cadeias de transmissão, beneficiando toda a população.
7. “A vacina causa convulsões ou problemas neurológicos”
FALSO. Mais de 15 anos de pesquisas, avaliadas por órgãos internacionais como o Comitê Consultivo Global para Segurança de Vacinas (GACVS), da OMS, confirmaram que não existe relação entre a vacina e convulsões, paralisias ou outras doenças neurológicas.
As revisões científicas mostram que o imunizante é seguro, eficaz e apresenta risco extremamente baixo de eventos adversos.
8. “A vacina causa infertilidade ou menopausa precoce”
FALSO. A vacinação contribui para preservar a fertilidade.
Ela previne o câncer de colo do útero — este sim, capaz de levar à infertilidade devido a cirurgias, tratamentos agressivos ou sequelas da própria infecção.
Pesquisas recentes também indicam que o HPV pode afetar a fertilidade em homens e mulheres, reforçando a importância da proteção.
9. “A vacina aumenta o risco de trombose”
FALSO. Estudos rigorosos mostram que a taxa de trombose é igual entre vacinados e não vacinados.
Um estudo publicado na JAMA com 500 mil mulheres na Dinamarca concluiu que a vacina não aumenta o risco de tromboembolismo venoso.
A relação entre a vacinação e coágulos sanguíneos nunca foi comprovada.
10. “A vacina causa reação anafilática”
RARO, mas possível.
Assim como qualquer vacina ou medicamento, existe a chance — muito baixa — de reação alérgica grave.
A incidência é estimada entre 0,65 e 1,53 casos por milhão de doses, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.
Profissionais de saúde são treinados para reconhecer e tratar rapidamente esse tipo de evento, que é raro e controlável.
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