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Ciência e Tecnologia • 15:42h • 24 de setembro de 2025

Brasileiros buscam ciência nas redes, mas esbarram na desinformação

Maioria da população recorre a plataformas digitais para se informar sobre ciência, saúde e meio ambiente, mas metade admite se deparar com fake news com frequência

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Gov | Foto: Arquivo Âncora1

Mais de 70% dos brasileiros se informam sobre ciência e tecnologia pelas plataformas digitais.
Mais de 70% dos brasileiros se informam sobre ciência e tecnologia pelas plataformas digitais.

Cerca de 73% dos brasileiros buscam informações sobre ciência, tecnologia, saúde e meio ambiente em redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas digitais. O dado é da Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, divulgada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Porém, o mesmo levantamento mostra que 50,8% dos entrevistados dizem encontrar, com frequência, notícias que parecem falsas nesses ambientes.

O resultado acende um alerta sobre a necessidade de fortalecer a integridade da informação. Para o diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), Tiago Braga, isso significa prezar pela precisão, consistência e confiabilidade do conteúdo. “Garantir a integridade da informação é assegurar que o conteúdo não esteja manipulado artificialmente para distorcer a realidade”, afirma.

Esse debate já chegou à arena internacional. Em 2023, a ONU publicou um informe sobre integridade da informação em plataformas digitais, destacando que países vêm assumindo compromissos para assegurar a veracidade das notícias. No Brasil, especialistas defendem a criação de políticas públicas de incentivo à popularização da ciência desde a infância, aproximando a sociedade do conhecimento científico.

A presidente da Capes, Denise Pires, ressalta que só é possível combater o que se identifica. “É por meio da ciência de qualidade, baseada em metodologia científica, que enfrentamos a desinformação. O controle precisa ser baseado em evidências”, pontua. Já a diretora do CNPq, Débora Peres Menezes, reforça que o primeiro passo é regulamentar as redes. Além disso, defende uma linguagem mais acessível dos cientistas e um jornalismo que traduza os avanços científicos para o público.

O coordenador de Comunicação Integrada do CGEE, Jean Campos, lembra que a desinformação ganhou relevância como problema público nos últimos anos. Ele cita que, em 2010, o Livro Azul da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação falava em popularizar a ciência, mas não mencionava o tema. Já em 2025, o Livro Violeta destacou a desinformação como questão central, citando o termo 17 vezes.

Como identificar notícias falsas

  • Verifique se a fonte é confiável;
  • Confira em outros veículos de credibilidade;
  • Não se baseie apenas no título;
  • Certifique-se de que as citações realmente existem;
  • Observe a data da publicação.

O impacto da desinformação

Segundo a Unesco, a desinformação é qualquer conteúdo falso ou enganoso que possa causar danos, independentemente da motivação. O problema não é apenas técnico, mas também político, afetando objetivos globais como democracia, vacinação e combate às mudanças climáticas.

Débora Peres lembra que fake news não são novidade: “Na época de Carlos Chagas, já havia quem espalhasse boatos contra vacinas. A diferença é que, hoje, as redes sociais ampliam o alcance de forma desenfreada”, explica.

O negacionismo científico também se manifesta em pautas atuais, como o movimento antivacina e a negação das mudanças climáticas. “Existe consenso científico de que vivemos uma crise climática extrema, mas muitas notícias desinformativas tentam colocar isso em dúvida”, alerta a diretora do CNPq.

Para Braga, a rapidez com que as fake news circulam, somada à dificuldade de rastrear suas origens, gera impactos diretos em políticas públicas e direitos da população. “A desinformação descontrolada mina a confiança social e atrapalha a tomada de decisões coletivas”, conclui.

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