Variedades • 20:32h • 05 de janeiro de 2026
Brasileira aplica matemática à extensão de cílios e muda padrões do setor
Método criado por especialista une proporção áurea, análise facial e diagnóstico individual para resultados mais naturais e personalizados
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Divulgação
A aplicação da matemática na estética deixou de ser um conceito restrito à cirurgia plástica e passou a ganhar espaço em procedimentos não invasivos, como a extensão de cílios. Esse movimento acompanha a profissionalização do setor de beleza, impulsionada pela busca por resultados mais naturais e personalizados. Segundo a Grand View Research, o mercado global de extensão de cílios deve ultrapassar US$ 2 bilhões até 2030, sustentado justamente pela demanda por técnicas individualizadas.
Nesse cenário, a brasileira Amanda Rhuâna, especialista em harmonização do olhar, ganhou projeção ao adaptar a proporção áurea, conceito matemático usado há séculos em áreas como arquitetura e artes visuais, para o lash design. A partir dessa lógica, ela desenvolveu a metodologia HarmonyLash, que utiliza relações matemáticas para equilibrar formatos de olhos, corrigir assimetrias e respeitar as características naturais de cada rosto.
Segundo Amanda, a principal diferença do método está no diagnóstico prévio. Em vez de aplicar modelos padronizados de cílios, a técnica parte da análise individual do olhar. “A maioria das técnicas tradicionais segue um mesmo desenho para todos. No HarmonyLash, usamos o compasso áureo para identificar pontos de equilíbrio e pequenas assimetrias, criando cílios personalizados que respeitam a anatomia e a expressão facial”, explica.
Matemática aplicada cientificamente
O uso de critérios matemáticos na estética facial vem sendo respaldado por estudos científicos. Pesquisas publicadas no Journal of Cosmetic Dermatology indicam que procedimentos baseados em proporções faciais e simetria estão associados a maior percepção de harmonia e satisfação dos pacientes, especialmente em técnicas não invasivas. Abordagens desse tipo, antes comuns apenas na medicina estética, começam a se consolidar também no mercado da beleza.
Para a especialista, a matemática não engessa o resultado, mas orienta as decisões técnicas. O método considera fatores como curvatura dos cílios, peso da pálpebra, ângulo do olhar e proporções do rosto. A ideia é apoiar o raciocínio profissional e evitar excessos que comprometam a naturalidade ou o conforto da cliente.
Essa mudança acompanha o comportamento do consumidor. Relatório da McKinsey aponta que clientes estão mais informados e exigentes, buscando profissionais capazes de explicar o processo, realizar diagnósticos claros e entregar resultados consistentes. Nesse contexto, dominar técnica e método se tornou um diferencial competitivo.
Com mais de 3 mil alunas formadas no Brasil e no exterior, Amanda avalia que o impacto do HarmonyLash vai além da estética. Segundo ela, quando a profissional entende leitura facial e correção de assimetrias, deixa de competir apenas por preço e passa a ser reconhecida como especialista. “A técnica muda o posicionamento no mercado”, afirma.
O avanço de métodos analíticos ocorre em um país que figura entre os cinco maiores mercados de beleza do mundo, de acordo com a Euromonitor International. Nesse contexto, a incorporação da proporção áurea à extensão de cílios sinaliza uma mudança estrutural no setor, com mais ciência, critério técnico e foco na individualidade.
Para a especialista, a tendência é irreversível. “A beleza não precisa ser aleatória. Quando existe método e análise, o resultado se sustenta no tempo e gera mais confiança para quem aplica e para quem recebe o procedimento”, conclui.
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